O plenário da Câmara Municipal de Curitiba presenciou uma situação inusitada nesta semana: o vereador Eder Borges (PP) decidiu votar contra a própria emenda depois de saber que a bancada do PT era favorável ao texto.
A proposta alterava o intervalo mínimo para que um servidor pudesse firmar um novo contrato via Processo Seletivo Simplificado (PSS), modalidade temporária e sem as garantias do regime estatutário. O projeto original da prefeitura reduzia o atual prazo de 24 meses para apenas 40 dias. A emenda de Borges buscava ampliar esse intervalo para 7 meses, sob o argumento de preservar o caráter excepcional da contratação temporária. Em sua justificativa escrita, o vereador afirmou que a mudança para 40 dias “pode fragilizar o caráter excepcional da contratação temporária, aproximando-a de vínculos de natureza permanente”.