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Com a chegada do Natal e do Ano-Novo, aumenta o preparo de alimentos e, consequentemente, o uso de óleo de cozinha em residências, áreas de lazer e locais de confraternização. Diante desse cenário, a Iguaçu Saneamento, empresa do Grupo Iguá que atua nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) com a Sanepar, reforça a importância do descarte correto do resíduo.
A orientação é clara: o óleo de cozinha usado não deve ser jogado na pia, no ralo ou no vaso sanitário. Ao esfriar, o óleo se solidifica, causando entupimentos nas tubulações internas das residências e na rede pública de esgoto, o que pode gerar extravasamentos, danos ao sistema de esgotamento sanitário e transtornos à população.
Além dos prejuízos à infraestrutura, o impacto ambiental é significativo. Quando descartado de forma inadequada, o óleo pode contaminar o solo e a água, dificultar a oxigenação dos corpos hídricos e prejudicar a vida aquática.
Segundo a supervisora de Qualidade e Meio Ambiente da Iguaçu Saneamento, Thainara Fernandes Quadros, o procedimento correto é simples e acessível. “Após o uso, o ideal é aguardar o óleo esfriar, armazená-lo em um recipiente resistente e bem fechado, como garrafas plásticas, e destiná-lo a pontos de coleta adequados ou programas de reciclagem”, orienta.
Ela destaca ainda que o descarte adequado traz benefícios diretos à sociedade. “Além de evitar impactos ambientais, a prática reduz os custos de manutenção dos sistemas de esgotamento sanitário e permite a reutilização do óleo em processos como a fabricação de sabão e biodiesel”, explica.
Problema nacional
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que cerca de 1 bilhão de litros de óleo de cozinha são descartados de forma incorreta todos os anos no Brasil. O resíduo acaba em pias, ralos, vasos sanitários, lixeiras ou até no lençol freático, contribuindo para a obstrução das tubulações, danos à rede de esgoto e proliferação de pragas urbanas transmissoras de doenças.
Atenta a essa realidade, a Iguaçu Saneamento — que completou recentemente seu primeiro semestre de atuação na região — planeja ampliar seu programa de sustentabilidade. A partir de 2026, a empresa prevê a implantação de pontos de coleta de óleo de cozinha usado, somando-se aos locais já disponibilizados pela Sanepar nos municípios atendidos.
“A iniciativa busca ampliar o acesso da população ao descarte correto e fortalecer as ações de educação ambiental na região”, finaliza Thainara.
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