Publicidade
A adolescente Isabela Miranda Borck, de 16 anos, moradora de Itajaí, foi encontrada morta nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, cerca de 45 dias após o desaparecimento. O corpo foi localizado depois que o próprio pai indicou à Polícia Civil o local onde havia ocultado o cadáver. A confirmação foi feita por familiares da vítima.
Isabela desapareceu no dia 30 de novembro de 2025. Ela vivia em Itajaí com a mãe e o irmão. Conforme a investigação, havia uma medida protetiva em vigor contra o pai. Ainda segundo a Polícia Civil, no mesmo mês do desaparecimento, ele havia sido condenado a 16 anos e quatro meses de prisão pelo crime de estupro cometido contra a própria filha. Para os investigadores, esse histórico está diretamente relacionado à motivação do homicídio.
As apurações indicaram que, apesar de residir no Rio Grande do Sul, o pai foi visto em Itajaí na data do desaparecimento da adolescente. Durante os interrogatórios, apresentou versões contraditórias, o que levou a Polícia Civil a solicitar a prisão temporária. A Justiça autorizou a medida, mas, quando os agentes chegaram ao endereço do suspeito em Caraá, ele já havia fugido.
Após trabalho de inteligência, o homem foi localizado e preso no dia 18 de dezembro de 2025, no município de Maracaju. De acordo com a família da vítima, ele foi transferido para Santa Catarina no início desta semana. Na noite de quinta-feira, 15 de janeiro, confessou o crime e indicou o local onde o corpo havia sido deixado.
Na manhã desta sexta-feira, policiais retornaram a Caraá e localizaram o corpo de Isabela Miranda Borck. O caso segue sob investigação para o completo esclarecimento das circunstâncias do homicídio.
Publicidade

