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Uma juíza dos Estados Unidos decidiu neste sábado (31) manter a operação federal de fiscalização imigratória “Metro Surge” que mobilizou milhares de agentes para as cidades de Minneapolis e St. Paul e resultou na morte de dois cidadãos no estado de Minnesota. 

As cidades processaram autoridades federais no início deste mês, classificando a operação de fiscalização da imigração como uma “invasão federal” que envolveu prisões sem mandado e uso excessivo de força.

A operação, supostamente direcionada a imigrantes ilegais, desencadeou semanas de tensões crescentes entre autoridades municipais e o governo federal, além de confrontos acalorados nas ruas de Minneapolis.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA comemorou a decisão, chamando-a de “uma vitória para a segurança pública e a ordem pública” em um comunicado à CNN neste sábado (31).

O governo Trump alegou que o processo era um abuso de poder. “Simplificando, Minnesota quer poder de veto sobre a aplicação da lei federal”, afirmou em um documento judicial.

Na decisão à favor da operação federal, a juíza observou evidências de que agentes federais praticaram discriminação racial, uso excessivo de força e outras ações prejudiciais. Ela também ressaltou impactos negativos da operação em todo estado, como o gasto de recursos com horas extras da polícia até uma queda acentuada na frequência escolar.

No entanto, a autoridade enfatizou que os danos da operação deveriam ser ponderados em relação aos esforços do governo Trump em fazer cumprir a lei de imigração. Segundo Menendez, era improvável que uma ação de suspensão das atividades de fiscalização imigratória tivessem sucesso.

Ela salientou que outra liminar “muito mais restrita”, que impedia agentes federais envolvidos na Operação Metro Surge de prender ou deter manifestantes pacíficos ou de usar certas medidas de controle de multidões contra eles, foi anulada.

“Se aquela liminar foi longe demais, então a que está em questão aqui – que visa interromper toda a operação – certamente também seria”, escreveu ela.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, disse que ele e os funcionários da cidade ficaram “decepcionados” com a decisão.

“Essa decisão não muda o que as pessoas aqui viveram — medo, transtornos e danos causados ​​por uma operação federal que nunca deveria ter ocorrido em Minneapolis”, disse o prefeito no comunicado à imprensa.

A cidade dará continuidade ao processo judicial “para responsabilizar o governo Trump”, afirmou o comunicado.



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