A tempestade de neve recorde na Carolina do Norte causou mais de mil colisões, incluindo duas mortes e um engarrafamento com mais de 100 veículos, segundo o governador local, Josh Stein, em uma coletiva de imprensa neste domingo (1º).
A quantidade histórica de neve também causou a interrupção de energia em mais de 10 mil casas e estabelecimentos em todo o estado.
Stein afirmou que as estradas continuam perigosas e provavelmente permanecerão em más condições nos próximos dias.
Algumas cidades da Carolina do Norte registraram a maior nevasca em décadas, enquanto ainda se recuperavam da tempestade da semana passada.

O fenômeno criou condições perigosas para viagens em estadas e pontes. Montanhas de neve, levadas por fortes ventos, bloquearam a entrada de bairros e veículos de emergência ficaram dificuldade para acessar algumas áreas do estado.
“Há um número significativamente maior de veículos nas estradas neste fim de semana em comparação com o anterior”, disse o Secretário de Transportes do Estado, Daniel Johnson.
“Por causa disso, vimos vários acidentes rodoviários em todo o estado que eram completamente evitáveis.”
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, a quantidade de neve acumulada no condado de Carteret varia entre 23 e 40 centímetros.
Ciclone bomba
As condições climáticas foram impactadas pelo ciclone bomba, uma tempestade de neve que se intensifica rapidamente e passa por uma queda significativa de pressão — uma das medidas da força de um sistema — em um curto período.
Esses sistemas costumam provocar ventos fortes, neve intensa e chuva, e o que está se formando neste momento ao largo da costa do Sudeste dos Estados Unidos não é diferente.
Para que uma tempestade seja classificada como ciclone-bomba, a pressão precisa cair pelo menos 24 milibares (uma unidade de pressão) em 24 horas ou menos. Tecnicamente, a queda exata necessária varia ligeiramente de acordo com a latitude do sistema, mas 24 milibares em 24 horas é o limite aceito.
Os ciclones-bomba geralmente se formam sobre os oceanos, onde o ar muito frio vindo do continente se choca com o ar mais quente sobre a água, mas ocasionalmente também podem se desenvolver sobre a terra. Eles são mais comuns no fim do outono, no inverno e no início da primavera.