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O tratado New Start, único acordo que limita os arsenais nucleares dos Estados Unidos e da Rússia, expira nesta quinta-feira (5), o que pode representar um novo capítulo de incertezas na geopolítica mundial.

“A Rússia até deu sinais de que poderia continuar pelo menos algumas regras desse acordo de maneira mais informal, os Estados Unidos não indicaram isso, e realmente esse acordo vai expirar amanhã e muita coisa pode mudar a partir disso”, apontou Diego Pavão, editor de Internacional da CNN Brasil, ao Live CNN.

O acordo estabelece que cada país só pode possuir até 1.550 ogivas nucleares estratégicas, aquelas capazes de destruir cidades inteiras e potencialmente pôr fim à civilização. Além disso, limita a 700 o número de lançadores dessas armas, que podem ser mísseis balísticos intercontinentais, mísseis de submarino ou bombardeiros.

O que são armas nucleares estratégicas

As armas nucleares estratégicas diferem das táticas, que são usadas em campos de batalha com alcance limitado: “São armas muito potentes e muito mais perigosas”, advertiu Pavão. As estratégicas têm poder destrutivo muito maior e podem ser direcionadas contra grandes centros urbanos, causando destruição em massa e mortes de civis em larga escala.

Um aspecto fundamental do tratado é a possibilidade de fiscalização mútua. Inspetores de ambos os países podem verificar se os limites estabelecidos estão sendo respeitados, o que cria um ambiente de maior transparência e confiança entre as potências nucleares.

O conceito de destruição mútua assegurada

O limite de 1.550 ogivas foi estabelecido estrategicamente para garantir o que especialistas chamam de “destruição mútua assegurada”. Isso significa que, mesmo após um primeiro ataque, o país atingido ainda teria capacidade de contra-atacar, resultando na destruição de ambas as nações.

“Esse número, 1.550, garante a certeza, para um país ou outro, de que em um ataque só, aquele país não vai destruir o arsenal dele completamente – ou seja, vem o contra ataque. Isso mantém um equilíbrio de forças e é por isso que essas armas não são usadas”, explicou o jornalista.

Acrescentando: “É por isso que é tão importante esse acordo que expira amanhã, porque agora esses países vão ficar livres para aumentar esse arsenal nuclear sem que o outro saiba”.

Esse equilíbrio de forças tem sido um dos principais fatores para evitar o uso dessas armas, já que nenhum dos lados sobreviveria a um conflito nuclear em larga escala. Com o fim do tratado, esse equilíbrio pode ser comprometido, pois os países ficarão livres para aumentar seus arsenais nucleares sem que o outro saiba exatamente quanto.

A Rússia chegou a sinalizar que poderia continuar respeitando algumas regras do acordo de maneira informal, mas os Estados Unidos não deram indicações semelhantes. O fim deste tratado marca a dissolução do último grande acordo de controle de armas nucleares entre as duas maiores potências nucleares do mundo.



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