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A França e o Canadá abriram consulados em Nuuk, capital da Groenlândia, nesta sexta-feira (6).

Essa ação acontece em meio a crescentes tensões geopolíticas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmar seu interesse em adquirir a ilha de localização estratégica.

A expansão diplomática sinaliza o compromisso das duas nações em fortalecer sua presença no Ártico e suas parcerias com a Groenlândia, um território dinamarquês semiautônomo que se tornou um ponto focal devido à afirmação de Trump de que o controle americano da ilha é uma prioridade de segurança nacional.

A renovada pressão do líder americano para adquirir a Groenlândia, onde os Estados Unidos já possuem um consulado, alarmou os aliados europeus e gerou debates sobre a soberania e a segurança no Ártico.

Nesta sexta-feira, a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, e a governadora-geral Mary Simon visitaram a Groenlândia e participaram da inauguração do consulado canadense.

Anand deverá se reunir com o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lökke Rasmussen, e com a ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, em Nuuk, para discutir a colaboração em segurança no Ártico.

O Canadá anunciou seus planos em dezembro, quando Anand afirmou que o país abriria consulados na Groenlândia e em Anchorage, no centro-sul do Alasca, como parte dos esforços para reforçar sua presença no Ártico.

O primeiro-ministro canadense Mark Carney também prometeu aumentar a presença militar e de segurança do Canadá no Ártico.

O primeiro país da União Europeia a abrir um consulado-geral na Groenlândia

A França, cujo ministro das Relações Exteriores deve visitar o país nas próximas semanas, será o primeiro país da União Europeia a abrir um consulado-geral na Groenlândia.

“A França reitera seu compromisso de respeitar a integridade territorial do Reino da Dinamarca”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores francês em um comunicado nesta sexta-feira.

Paris tem apenas nove cidadãos vivendo na ilha.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou os planos para o consulado durante sua visita à Groenlândia no ano passado, em uma demonstração de solidariedade após Trump ter manifestado interesse em anexar a Groenlândia.

O novo cônsul-geral, Jean-Noël Poirier, que esteve anteriormente no Vietnã e, mais recentemente, na Líbia, afirmou que o foco inicial será ouvir as necessidades dos groenlandeses e priorizar iniciativas científicas e culturais.

“Não tenho medo do frio, das noites de 20 horas. Estive na Líbia no ano passado e passamos por alguns momentos de tensão. Fomos atingidos por morteiros, mas aqui não precisarei de colete à prova de balas ou capacete como em Trípoli, então não há problema”, afirmou ele aos repórteres.



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