A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro informou à CNN que a ida dele ao Senado está confirmada tanto na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), quanto na CPMI do INSS. Os depoimentos estão marcados para os dias 24 e 26 de fevereiro, respectivamente.
Os advogados afirmam que Vorcaro não pretende ficar calado ouvindo discurso dos parlamentares e que “vai falar tudo o que quiser e que tiver para falar”.
A defesa afirma que não pretende acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) e que Vorcaro, assim como qualquer outro depoente, tem o direito de não produzir provas contra si.
A CAE instalou um grupo de trabalho para acompanhar os desdobramentos do caso e já aprovou 19 requerimentos, com diversas providências.
A CPMI investiga empréstimos consignados concedidos pelo Banco Master a aposentados e pensionistas. Uma das principais perguntas sobre o caso é entender como o banco de Vorcaro teve acesso ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Os presidentes dos dois colegiados têm mantido contato com Vorcaro e os advogados para acertar os detalhes da vinda à Brasília.
Renan Calheiros tratou do assunto também com o ministro Dias Toffoli e acertou detalhes sobre o transporte e a custódia ao banqueiro.
Vorcaro está em prisão domiciliar e com tornozeleira eletrônica. Ele terá de ser transportado até Brasília sob custódia da Polícia Federal.