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O ex-diretor-geral da PF (Polícia Federal) Paulo Maiurino auxilia o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), nos desdobramentos do caso Master, relataram à CNN investigadores que atuam no caso.

Além de ajudar Toffoli na análise de cenário político e jurídico do caso, Maiurino também teria sido consultado na decisão sobre os peritos que analisariam o material apreendido pela da PF na operação de dezembro, quando o ministro ainda era relator do caso.

Na ocasião, Toffoli tomou uma série de decisões incomuns em menos de 24 horas.

Primeiro, determinou que o material coletado deveria ficar sob custódia do seu gabinete.

Depois, que deveria ser remetido à PGR (Procuradoria-Geral da República). E, por fim, que seriam peritos designados por ele que fariam a análise do material.

Segundo investigadores, coube a Maiurino ajudar Toffoli a identificar quais peritos deveriam analisar as provas. Contou nessa operação com a ajuda do delegado da PF Rafael Dantas, que foi superintendente em Rondônia indicado por Maiurino no governo Bolsonaro.

Dantas foi exonerado do cargo em Rondônia pelo atual chefe da PF, Andrei Rodrigues, mas conduziu alguns inquéritos ligados ao gabinete de Toffoli, como o que apura eventuais irregularidades 13ª Vara em Curitiba.

Um dos peritos que atuou nesta investigação é o mesmo que foi designado para atuar no caso Master.

De acordo com investigadores, a ligação antiga de Maiurino com Toffoli o credenciou a ajudar o ministro com algumas questões do caso.

Maiurino, tal qual Toffoli, é de Marília (SP), mesma cidade do ministro. Foi Secretário de Segurança do Supremo Tribunal Federal quando Toffoli presidiu a Corte e foi por sugestão do ministro que virou diretor-geral da Polícia Federal no governo Bolsonaro.

Ele está licenciado da PF. No jargão interno da instituição está na chamada “LIP”, que significa “licença por interesse particular”, sem receber vencimentos. Foi nessa condição que ele prestou serviços ao escritório de Walfrido Warde, um dos advogados que atendeu Daniel Vorcaro, mas que já deixou o caso. A ex-mulher de Toffoli, a advogada Roberta Rangel, também trabalhou no mesmo escritório.

A CNN procurou Dias Toffoli, mas ele não se manifestou.

Procurado, Maiurino encaminhou à reportagem a seguinte nota:

“Não indiquei perito para este ou qualquer outro caso. Não conheço e nunca vi os peritos mencionados na pergunta.

Não presto serviço para o escritório mencionado desde dois anos atrás.

Nunca trabalhei com a advogada citada.

Os contatos com pessoas do mundo jurídico são naturais em razão do meu histórico profissional.”



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