A Justiça solicitou a prisão preventiva do suspeito do feminicídio registrado nesta semana em Cascavel. O pedido, segundo informações do advogado da família da vítima, também considera o rompimento da tornozeleira eletrônica e processos anteriores aos quais ele respondia.
A vítima, Mayara Araújo Krupinsky Rodrigues, de 31 anos, foi morta a facadas na noite de quarta-feira (18), no Conjunto Riviera. O companheiro, apontado como autor do crime, fugiu logo após o ocorrido. O filho da vítima, de cinco anos, presenciou tudo.
O relacionamento entre os dois começou há cerca de seis meses, e o casamento foi oficializado em 6 de janeiro deste ano. Mayara conheceu o suspeito em uma igreja. Ele havia deixado a prisão meses antes, beneficiado com liberdade assistida mediante uso de tornozeleira eletrônica. Após o crime, o dispositivo foi rompido.
De acordo com o advogado da família, Gilberto Duarte de Meli, o homem respondia por furto e receptação.
“Ele foi liberado mediante o uso da tornozeleira eletrônica. Como rompeu o equipamento, perdeu o direito à liberdade”, afirmou.
Segundo o advogado, há fortes indícios de autoria. “Tem vídeo, tem testemunha, então é um caso já esclarecido”, completou.
Dados da Justiça apontam que, ao longo de 2025, foram concedidas 1.297 medidas protetivas em Cascavel. Somente em janeiro, 131 determinações foram expedidas.
A delegada da Mulher de Cascavel, Raisa Scariot, explica que a maioria dos investigados cumpre as medidas impostas pelo Judiciário. No entanto, em caso de descumprimento, podem ocorrer duas situações.
“Se o autor for detido em flagrante descumprindo a medida protetiva, ele é preso e não cabe fiança por parte do delegado. Não havendo flagrante, a vítima deve procurar a Delegacia da Mulher para comunicar o descumprimento, que será encaminhado ao Poder Judiciário. A juíza poderá decretar a prisão preventiva posteriormente”, explicou.
Nos casos em que ainda existam pendências, como partilha de bens ou visitas aos filhos, a orientação é evitar contato direto.
“Muitas vezes o direito de visita pode ser intermediado por um parente ou a divisão de bens conduzida por advogados. Essa é a orientação para evitar o descumprimento da medida protetiva”, finalizou a delegada.
O caso segue sob investigação.
Confira detalhes no vídeo:
Reportagem de Leandro Souza | EPC – ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA
Fonte: PARANAGOV