A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) indiciou um médico, de 31 anos, suspeito de abusar sexualmente de duas pacientes durante exames de imagem realizados em uma clínica localizada no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte (MG).
Durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (20), a delegada Larissa Mascotte declarou que uma das vítimas, uma paciente de 18 anos, relatou que foi até a clínica no dia 11 de fevereiro para realizar um exame de imagem do abdômen e que o suspeito havia sugerido a realização de um ultrassom transvaginal como exame complementar, mesmo sem a solicitação do médico da vítima.
“No decorrer do exame, o médico teria colocado dois dedos na parte íntima dela, sem as luvas, e sem qualquer explicação prévia desse procedimento”, afirmou a delegada.
Além disso, a vítima teria relatado que o médico colocou o órgão genital para fora e teria a colocado de costas e deitado sobre ela. Ela conseguiu fugir da sala e imediatamente procurou a polícia.
O médico, que negou as acusações, foi preso em flagrante e depois a Justiça acatou a solicitação da PCMG e a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
A PCMG afirmou que as investigações deixaram claro que o médico ultrapassou os limites éticos e técnicos, apontando como uma das principais provas o fato dele não ter apresentado a gravação da imagem do exame vaginal realizado na vítima.
Segundo a delegada, várias testemunhas que trabalham na clínica foram ouvidas e afirmaram que não tinham conhecimento de que o médico havia realizado o exame transvaginal na vítima até porque, nestes casos, os profissionais são avisados quando outros procedimentos são necessários.
Durante as investigações, a PCMG recebeu uma nova denúncia contra o investigado, relativa a dezembro de 2025.
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“O médico teria trancado a porta durante o exame de imagem, teria feito perguntas invasivas à respeito da vida sexual da vítima, teria chamado a paciente por ‘meu bem’, ‘meu amor’ e, após o exame ,ao invés de dar o papel para que ela se limpasse, ele mesmo teria também limpado as partes íntimas da vítima sem o consentimento dela, sem qualquer explicação adequada”, complementou a delegada Larissa Mascotte.
Segundo a PCMG, as investigações concluiram que o médico praticou os crimes de estupro e violação sexual mediante fraude.
A CNN Brasil tenta contato com o Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) sobre as denúncias feitas pelas pacientes.