Cerca de 91,5% dos brasileiros afirmaram que acreditam que organizações criminosas controlam esferas importantes de poder no Brasil. O dado faz parte da pesquisa “Latam Pulse”, realizada entre a AtlasIntel e a Bloomberg, a qual a CNN Brasil teve acesso, na manhã desta quinta-feira (25).

O estudo, realizado com 4.986 respondentes, apontou que a maior parte da população vê algum tipo de infiltração das facções na política e no sistema judicial do país.

Perfil das afirmações

A CNN Brasil separou os principais detalhes sobre o perfil das pessoas que acreditam na afirmação. Veja abaixo:

Gênero e região

Em relação ao gênero, o público que mais acredita que as organizações criminosas controlam setores de poder no Brasil é feminino. Cerca de 98% das mulheres vê a infiltração como verídica. Por outro lado, os homens, ainda que em grande número, creem menos, com índice de 84,6%.

Já por região, no Sul do país a crença é quase unânime (99,9%). Atrás da localidade, estão, com números muito próximos, a região Sudeste (97,3%) e Centro-Oeste (97,1%). No Norte a afirmação também se sustenta, por mais que os valores sejam um pouco menores, com 93,7%. 

O Nordeste tem o menor nível de respostas “sim” em relação ao recorte da infiltração. A região apresenta uma disparidade de cerca de 25% em comparação com as outras, fechando em 73,4%.

Visão por alinhamento político

Mesmo que os eleitores de Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, e Lula (PT), atual governante do país, concordem em grande parte com a afirmação, os números ainda divergem.

Os votantes de Bolsonaro são mais enfáticos, com 99,3% no que diz respeito à crença. Já os de Lula, tem valores por volta de 85,5%.

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Perfil educacional e socioeconômico

As pessoas que possuem ao menos o Ensino Fundamental completo são unanimidade quando o assunto é acreditar que as facções dominam poderes no país e atingiram os 100%.

Aqueles que completaram o Ensino Superior disseram “sim” em 96% dos casos. O grupo que mais discordou da afirmação foi o de Ensino Médio, que creem na afirmação em 81,9% dos casos.

A percepção é mais forte nas classes médias e altas. O maior índice de discordância está no recorte de renda mais baixo, de pessoas que ganham valores que variam entre R$0 e R$2.000. A base da pirâmide tem apenas 71,8% de respostas positivas.

Nos outros recortes, de pessoas que tem renda maior que R$2.000, todos apresentam 96% dos respondentes como crentes de que facções estão na política e no Judiciário.

Religião e idade

Agnósticos ou Ateus (99,9%) e Católicos (98,8%) lideraram a percepção de que há controle por parte das organizações criminosas no Brasil.

Já entre os Evangélicos, o índice é menor (78,1%), com 20,7% que afirmam não acreditarem na infiltração.

A crença aumenta conforme a idade, ao atingir o pico entre pessoas de 45 a 59 anos (98,6%) e acima de 60 anos (98,7%). O grupo de 25 a 34 anos é o que mais discorda da afirmação, dizendo “sim” em apenas 71,3% para a afirmação.



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