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Reunião entre Prefeitura de Lindoeste e a EPR Iguaçu ocorre em meio às primeiras cobranças do novo pedágio eletrônico que impacta moradores e produtores da região

Nesta quarta-feira (26), o Gabinete do Prefeito de Lindoeste recebeu representantes da concessionária EPR Iguaçu, em encontro que tratou diretamente das demandas da população que vive nas proximidades da praça de pedágio e que enfrenta mudanças significativas com o início da cobrança automatizada em rodovias do Oeste e Sudoeste do Paraná.

Participaram da reunião o gerente de operações Everaldo Ruaro e o coordenador de arrecadação Vanderlei Simão, representando a concessionária, assim como os moradores Wilson Freire e Vivaldo Rocha, que atuaram como porta-vozes das reivindicações da comunidade local. Pelo município estiveram presentes o prefeito Silvio Santana e o vice-prefeito David Pereira.

O encontro foi motivado pelas dificuldades relatadas por moradores que dependem do deslocamento diário para trabalho, comércio ou outras atividades essenciais em cidades vizinhas. As pautas apresentadas pela administração municipal e pelos moradores foram alinhadas com a EPR Iguaçu e passaram a fazer parte de tratativas para buscar soluções que minimizem os impactos causados pela nova cobrança.

Contexto da Cobrança do Pedágio

Desde o dia 23 de fevereiro de 2026, a concessionária passou a implementar a cobrança de pedágio no modelo eletrônico — sem cancelas físicas — em trechos da BR-163, incluindo locais próximos a Lindoeste, Santa Lúcia, Ampére e Vitorino. O sistema usa leitura eletrônica de placas ou TAG, permitindo passagem sem parada, mas gerando tarifa a cada passagem registrada.

Os valores já publicados para automóveis variam conforme o trecho: por exemplo, cerca de R$ 18,10 na praça de Santa Lúcia, R$ 13,40 em Ampére e R$ 11,00 em Vitorino. O pagamento deve ser realizado em até 30 dias após a passagem para evitar penalidades.

Críticas e Reclamações

Moradores e agricultores da região têm manifestado insatisfação com os valores e com a implementação do sistema, argumentando que as obras de infraestrutura previstas, como acessos e retornos, ainda não foram concluídas na região e que isso aumenta o custo e o tempo de deslocamento no dia a dia.

Essa situação levou a mobilizações e reclamações públicas, especialmente em Lindoeste, Santa Lúcia e Capitão Leônidas Marques, onde a cobrança passou a vigorar mais recentemente.

Compromisso com o Diálogo

Na reunião com a Prefeitura, a EPR Iguaçu demonstrou abertura ao diálogo e sinalizou aceitação das pautas apresentadas, de modo a avançar nas negociações visando soluções conjuntas. A administração municipal agradeceu o comprometimento da concessionária e reforçou que continuará acompanhando as tratativas, defendendo o direito de ir e vir e apoiando os moradores e trabalhadores que dependem das rodovias para suas atividades diárias.

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