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O surgimento de indícios contra Fábio Luís da Silva levou o filho do presidente Lula (PT) a se tornar um dos focos de investigações que apuram esquema de descontos a aposentadorias. Com isso, o “Lulinha” entrou na mira tanto da PF (Polícia Federal) quanto da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS.

Nesta semana cresceu a pressão sobre o filho do presidente. Em uma ponta, a CPMI aprovou requerimento de quebra de sigilo. Na outra, veio à tona a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que autorizou o acesso a essas informações pela Polícia Federal.

Fábio Luís da Silva entrou na mira dos investigadores por conta de elos com Antônio Camilo Antunes. Tanto a PF quanto a comissão parlamentar querem investigar se o filho do presidente atuou como sócio oculto do “careca do INSS”.

Como mostrou a CNN Brasil, pesou para a PF pedir a quebra de sigilo bancário e fiscal a menção ao nome de Lulinha em uma conversa entre Antônio Carlos Camilo Antunes e a empresária Roberta Luchsinger.

Empresário no setor de tecnologia e entretenimento digital, o nome de Fábio Luís da Silva esteve envolto em polêmicas em outras ocasiões. Em 2022, a Justiça Federal de São Paulo arquivou a investigação na Operação Lava Jato contra Lulinha, que era acusado de receber vantagens indevidas.

Confusão na CPMI

A sessão da CPMI do INSS que resultou na aprovação da quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva foi marcada por confusão – inclusive, com acusação de agressão. Uma série de requerimentos foi aprovada na sessão desta quinta-feira (26), mas os governistas acusam o presidente Carlos Viana (Podemos-MG) de fraudar o anúncio do resultado.

Ainda que em meio à contestação do resultado, o presidente da CPMI requisitou ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) o envio de relatório de Inteligência financeira de Fábio Luís da Silva, o Lulinha.

O pedido de quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Ele alega que a medida se justifica pela suspeita de que o filho do presidente Lula (PT) tenha atuado como “sócio oculto” de Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”.

“A necessidade de investigar Fábio Luís decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de ‘o filho do rapaz’”, justifica.

Mendonça quebra sigilo

O ministro André Mendonça autorizou o pedido da PF para quebrar o sigilo do Lulinha antes mesmo da decisão da CPMI do INSS

Segundo a apuração, a solicitação da PF foi motivada por suspeitas de “mesadas” a Lulinha. No pedido encaminhado ao Supremo, a corporação listou transferências que teriam como destinatário Fábio Luís e requereu o acesso aos dados bancários. A medida, então, foi autorizada por Mendonça.

No relatório sob sigilo, a PF aponta supostos pagamentos de mesadas de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, a Lulinha, por meio de uma amiga dele. De acordo com a Polícia Federal, ele seria um sócio oculto.

Os pagamentos de R$ 300 mil mensais seriam, segundo apuração preliminar, pagamentos para Lulinha facilitar acesso de Antunes a locais específicos em Brasília — algo que é negado pela defesa de ambos.

Ao STF, a defesa de Lulinha disse que a quebra de sigilo não era necessária. Em petição endereçada a Mendonça, o filho do presidente se colocou à disposição da Justiça para esclarecimentos. “Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime”, escreveu o advogado Guilherme Suguimori. 



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