Um oficial israelense afirmou que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi alvo do ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano neste sábado, 28 de fevereiro de 2026. A informação também foi confirmada à CNN por duas fontes próximas à operação militar.
A ofensiva foi anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que declarou a realização de “grandes operações de combate” no Irã. Segundo ele, o objetivo é defender o povo americano das ameaças do governo iraniano, além de destruir o programa nuclear do país e neutralizar seu arsenal de mísseis. Israel também confirmou ataques contra alvos iranianos.
Como resposta, o Irã lançou ataques contra bases militares americanas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait. Outros países atingidos foram Jordânia e Iraque. De acordo com a equipe da CNN, trata-se de um ataque sem precedentes na região.
A escalada ocorre em meio ao fortalecimento do chamado “Eixo da Resistência”, aliança que reúne grupos apoiados por Teerã, como o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina. A Guarda Revolucionária do Irã já havia alertado em 2023 que novas ações poderiam ser desencadeadas por seus aliados caso Israel não cessasse os ataques liderados pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Hezbollah amplia tensão no Líbano
No Líbano, o Hezbollah intensificou confrontos na fronteira com Israel desde o ataque do Hamas em 2023. Os embates são considerados os mais intensos desde a guerra de 2006 entre o grupo e as forças israelenses.
Com arsenal ampliado e milhares de combatentes, o Hezbollah também atuou na guerra civil da Síria em apoio ao presidente Bashar al-Assad. O grupo treinou forças paramilitares na Síria e no Iraque e inspirou outros aliados regionais, como os Houthis do Iêmen. Washington classifica o Hezbollah como organização terrorista e o responsabiliza por atentados contra alvos americanos na década de 1980.
Influência regional e risco de conflito ampliado
No Iraque, grupos xiitas apoiados pelo Irã ganharam força após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003 e passaram a desempenhar papel relevante em conflitos internos e regionais. Na Síria, a Guarda Revolucionária foi enviada para apoiar o governo de Assad durante a guerra civil, posicionando forças em regiões estratégicas.
No Iêmen, os Houthis, apoiados por Teerã, já haviam alertado que reagiriam caso os Estados Unidos ampliassem sua participação direta em conflitos na região. Nas águas do Golfo, a tensão entre Irã e potências ocidentais se intensificou desde 2019, com registros de ataques a navios comerciais e operações militares de contenção.
O ataque deste sábado e a resposta iraniana elevam o risco de um confronto regional de grandes proporções, envolvendo múltiplos países e grupos aliados, no cenário mais delicado do Oriente Médio nos últimos anos.
Fonte: PARANAGOV