O clima nos bastidores do Corinthians segue turbulento. O executivo de futebol Fabinho Soldado tem sido alvo de críticas e enfrenta resistência de parte dos conselheiros do clube, que questionam seu alto salário e a postura discreta na última janela de transferências — período que antecedeu a punição imposta pela Fifa por atraso no pagamento de jogadores.
De acordo com fontes internas, Fabinho recebe um valor cerca de dez vezes maior do que recebia no Flamengo, o que tem causado incômodo em um momento em que o clube lida com uma dívida estimada em R$ 2,7 bilhões.
Apesar das pressões, Fabinho ainda conta com o respaldo do presidente Osmar Stabile, que tenta blindar o elenco e o centro de treinamento da instabilidade política. O dirigente autorizou o executivo a seguir com o planejamento para 2026, incluindo o mapeamento de novos nomes para o elenco alvinegro.
Durante um evento na sede da CBF, Fabinho minimizou os rumores sobre uma possível saída.
“Desconfortável, em momento algum. Desde que cheguei, há comentários. Sigo motivado e comprometido. Enquanto tiver autonomia, vou me dedicar ao máximo”, afirmou.
O presidente Stabile, por sua vez, tenta resolver pendências financeiras urgentes e acredita que a punição da CNRD — referente a atrasos no pagamento de negociações — será revertida em breve. O Corinthians também sofre sanção da Fifa por dívida com o Santos Laguna, no valor aproximado de R$ 40 milhões, o que impede o clube de registrar novos jogadores por três janelas.
O próximo desafio do Timão será no sábado (25), diante do Vitória, em Salvador, pela 30ª rodada do Brasileirão, onde ocupa a 11ª colocação, com 36 pontos.