A ampliação do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã a outros países do Oriente Médio aumentou a insegurança dos mercados, sentimento que se traduziu na disparada dos preços do petróleo e metais preciosos, o que tradicionalmente ocorre em situações de incertezas.

Este não foi o único comportamento padrão visto em momentos como o atual: quando o medo predomina, investidores tendem a fugir de papéis “supérfluos” e reforçam apostas em ativos resilientes.

Este movimento ficou evidente nesta segunda-feira (2), com o tombo em queda de empresas de luxo.

O conglomerado LVMH, que reúne dezenas de marcas icônicas, como Louis Vuitton, Sephora, Moët & Chandon e Bulgari, fechou com recuo de 4,34%, com o preço da ação no patamar mais baixo desde o fim de setembro do ano passado.

Na mesma direção, os papéis da Kering, holding responsável pelas grifes Gucci, Balenciaga, entre outras, encerrou o dia com perda de 5,04%, enquanto Hèrmes desvalorizou 4% e L’Oréal retraiu 4,14%.

As grandes holdings de luxo dependem massivamente das vendas na Ásia, particularmente na China.

Historicamente, crises geopolíticas que envolvem grandes potências ou que ameaçam o comércio global geram incerteza sobre o crescimento chinês e a estabilidade das rotas comerciais. Se o consumo na China desacelera devido a tensões, os lucros dessas empresas caem drasticamente.

Outra razão é parte importante das vendas de luxo acontece em viagens internacionais (as chamadas vendas de duty-free) ou em capitais como Paris, Milão e Londres. Com a guerra, há expectativa de que o fluxo de turistas pode diminuir temporariamente.

Mercados em espera

A guerra no Oriente Médio desencadeou um temor generalizado nos mercados acionários globais, que operam em queda nesta segunda-feira. Ao mesmo tempo, o preço do petróleo disparou, enquanto a busca por proteção fez o dólar e o ouro saltarem.

O conflito se iniciou depois do ataque conjunto dos EUA e Israel contra o Irã no último sábado (28).

Os ataques, que mataram o líder supremo iraniano Ali Khamenei, foram revidados por Teerã e interromperam o transporte marítimo no crucial Estreito de Ormuz, por onde passam mais de 20% do petróleo global.

Com os temores em relação ao conflito no Oriente Médio, o dia é marcado pela maior aversão ao risco, o que se reflete em queda nas principais bolsas globais.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operou em queda durante boa parte do pregão, mas teve as perdas amenizadas pelo avanço da Petrobras – as ações das petrolíferas avançam na B3 com a disparada do petróleo.

Os principais índices de Wall Street abriram em queda, mas operam em leve alta durante a tarde.

Já as bolsas europeias fecharam em queda acentuada. Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,20%, enquanto Frankfurt, o DAX caiu 2,42%,e Paris, o CAC 40 perdeu 2,17%. Já em Milão, o FTSE MIB recuou 1,97%, e em Madri, o Ibex 35 caiu 2,65%. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,04%, a 9.272,47 pontos. As cotações são preliminares.

As bolsas asiáticas, por sua vez, também fecharam majoritariamente em baixa. O índice japonês Nikkei caiu 1,35% em Tóquio, em outras partes da Ásia, o Hang Seng recuou 2,14% em Hong Kong, o sul-coreano Kospi cedeu 1% em Seul e o Taiex perdeu 0,90% em Taiwan.

Com informações de Diana Ribeiro 



Source link

Últimas Notícias

plugins premium WordPress

MENU

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

João Fonseca conhece adversário na estreia de Indian Wells

Confira os óbitos registrados em Cascavel

Embaixada dos EUA na Arábia Saudita é atingida por drones

PAUTA DIA 3 – 18H30: COM PARTICIPAÇÃO DE RATINHO JUNIOR, GOVERNO DO PARANÁ LANÇA INICIATIVAS PARA O MÊS DA MULHER

Homem é preso após invadir casa e tentar violentar deficiente auditiva

Homem com mandado por roubo se apresenta no Fórum nesta segunda-feira (02)

Lula deve acertar palanque de SP em viagem com Alckmin e Haddad | Blogs | CNN Brasil

Operação “Rosas de Aço” promove conscientização contra violência à mulher em Cascavel

Pesquisa analisa opinião dos paulistas sobre o turismo no estado

650 candidatos prestaram o vestibular especial da Unespar após incorporação do Uniuv