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O presidente da França, Emmanuel Macron, confirmou que irá expandir o arsenal militar francês nos próximos anos. Macron disse que o movimento é uma resposta à evolução das defesas de adversários, à capacidade de coordenação dos inimigos e ao crescimento de poderes regionais.

“Tudo isso, depois de uma observação meticulosa, me levou a uma conclusão: um aprimoramento do nosso arsenal é indispensável”, disse Macron.

Ele destacou que o país irá retomar, também, seus testes nucleares e deixará de comunicar o tamanho do seu arsenal.

O líder do Estado francês fez um longo discurso para o Conselho de Segurança do país em uma base da marinha onde estão localizados quatro submarinos nucleares de mísseis balísticos. Macron estava na frente de um destes equipamentos – que tinha uma bandeira da França hasteada em seu topo.

“Para ser livre, é preciso ser temido. E, para ser temido, é preciso ser poderoso. O aumento no nosso arsenal atesta isso”, disse o líder.

No plano europeu, o presidente francês prometeu uma maior cooperação militar com os outros países do velho continente. Entre os interessados em uma parceria está a Alemanha. Recentemente, Berlim furou seu rigoroso teto de gastos para expandir investimentos no setor, superando, também, um trauma geracional envolvendo o tema.

Macron também citou a Polônia, os Países Baixos, o Reino Unido, a Bélgica, a Grécia e a Suécia, como interessados em participar de exercícios conjuntos.

“Essa é uma convergência estratégica entre os nossos países, para conferir real profundidade à defesa do nosso continente”, afirmou.

Poloneses e alemães passaram a defender uma nuclearização da Europa. E, durante discurso na Conferência de Segurança de Munique, o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, já havia adiantado seu interesse por um acordo com Paris.

A posição dos europeus chegou depois de meses de ataques por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua equipe. Trump não poupa críticas às lideranças europeias, as quais chama de fracas. As reclamações passam por imigração, gastos militares e regulamentação de redes sociais.

Desde seu retorno à Casa Branca, Trump se mostra pouco disposto a defender os europeus militarmente – pregando certo afastamento dos EUA de Bruxelas.

Macron assumiu que a decisão veio, parcialmente, na esteira do afastamento dos Estados Unidos da Europa. E que isso precisa ser um chamado para o continente cuidar da própria segurança.

“A recente Estratégia de Segurança e Defesa Nacional (dos EUA) mostra um rearranjo nas prioridades americanas e um encorajamento para a Europa ter um cuidado mais direto da própria segurança. Nós precisamos ouvir esse convite para termos nosso destino em mãos”, afirmou.

Macron finalizou o discurso com um chamado à população. “Sejamos potentes. Sejamos unidos. Viva a República. Viva a França.”

* com informações da afiliada da CNN na França, BFMTV



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