Paraná aumenta em 11 vezes investimentos em políticas afirmativas em um ano

O Paraná aumentou em mais de 11 vezes os investimentos voltados a políticas afirmativas em apenas um ano, incluindo de proteção e promoção do protagonismo feminino. Segundo dados das Secretarias de Estado da Fazenda (Sefa) e da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), foram empenhados R$ 114 milhões no exercício de 2025 — valor significativamente superior aos R$ 10 milhões registrados em 2024.

Os números se referem aos investimentos vindos do orçamento estadual e que foram empenhados, etapa em que os recursos são reservados no orçamento para o pagamento de bens e serviços contratados. Na prática, isso garante que parte do custo total de obras e aquisições já esteja assegurada, com liberação dos valores conforme o andamento dos trabalhos.

O salto reflete o comprometimento do Governo do Estado com o cuidado de sua população, como destaca o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. “Temos celebrado os diversos recordes de investimentos do Paraná, mas essa marca não se resume apenas a obras. O bom investimento é aquele que alcança a população — e é isso que vemos com esse crescimento tão expressivo em políticas e ações voltadas a uma parcela tão significativa da sociedade”, diz.

ATENÇÃO ÀS MULHERES – E, às vésperas da celebração do Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (08), a atenção dedicada às políticas de valorização feminina ganha destaque. 

Segundo dados do Censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres correspondem a 51,3% dos habitantes de todo o Paraná — totalizando cerca de 5,86 milhões de pessoas. Por isso mesmo, é tão importante desenvolver e executar políticas públicas voltadas para elas, como aponta a secretária Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte.

“Falar de mulher hoje não é apenas falar de direitos. É falar de estrutura, de poder, de oportunidade real; é falar de independência econômica, de proteção contra a violência, do reconhecimento do trabalho invisível e da presença nos espaços de poder. E isso se faz com políticas públicas”, ressalta. “Precisamos de investimento nas políticas públicas para as mulheres”.

E é justamente isso o que o Paraná tem feito. Parte dos R$ 114 milhões investidos nas diversas frentes de atuação da Semipi foi usado especificamente em ações voltadas à construção de uma estrutura de apoio e oportunidade às mulheres em todo o Estado. Isso inclui a expansão da infraestrutura de atendimento, com a aquisição de equipamentos e veículos para a Casas da Mulher Paranaense, de Espaços de Acolhimento da Mulher e Centros de Referência de Atendimento em Situação de Violência (CRAM) de centenas de municípios.

Esse esforço da municipalização das atividades é reforçada ainda pelo Fundo Estadual dos Direitos da Mulher (Fedim), outro pilar importante nos investimentos relacionados a políticas públicas para mulheres. Além de ajudar na expansão dos valores investidos e na manutenção de diversos programas estaduais, ele também abastece os Fundos Municipais dos Direitos das Mulheres.

Apenas em 2025, foram cerca de R$ 15 milhões oriundos do fundo que foram destinados a esses auxílios que ajudam a potencializar ações, programas e projetos voltados para o enfrentamento da violência contra a mulher e fortalecimento do protagonismo feminino. Segundo dados da Semipi, mais de 67% dos municípios já são contemplados com esses recursos.

“O Paraná é o único estado brasileiro que tem um sistema de financiamento de políticas públicas em que o Fundo Estadual da Mulher transfere recursos direto para fundos municipais, para fazer a diferença e permitir que as políticas cheguem aonde as mulheres vivem: nos municípios”, destaca Leandre.

No último mês de fevereiro, o Governo do Estado liberou mais de R$ 25,2 milhões em investimentos provenientes do Fedim que vão fortalecer programas como o Cátedra de Empoderamento e Empreendedorismo Feminino, em parceria com universidades estaduais; o projeto Sementes do Bem-Viver, com o IDR-Paraná; atividades de formação de conselheiras municipais dos Direitos da Mulher; o fortalecimento da rede de proteção e defesa dos direitos das mulheres nos municípios, e custeio de estruturas da rede, ampliando a capacidade de atendimento e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade e violência.

Fonte: PARANAGOV

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