Pela primeira vez em Curitiba, Ironman Brasil movimenta o esporte e o turismo no Paraná

O fim de semana vai ser dedicado ao esporte e à resistência em Curitiba, que recebe pela primeira vez uma etapa do Ironman Brasil 2026, maior circuito de triatlo da América Latina. A etapa “70.3 Curitiba” acontece neste domingo (8), passando também por Araucária e Campo Largo, na Região Metropolitana, e abre o calendário nacional da competição, composto por sete eventos. 

Recebendo cerca de 1,4 mil atletas de 25 estados e 15 países, o Ironman movimenta não apenas o esporte, como também o turismo na Capital. A expectativa da organização é de que o evento esportivo movimente R$ 30 milhões, com impacto positivo nos setores de hospedagem, transporte, serviços e gastronomia. Paralelamente à competição, o Parque Barigui abriga desde a quinta-feira (5) a Ironamn Village, feira e centro de convivência montado durante os eventos da marca Ironman.

Carlos Galvão, diretor-geral da Unlimited Sports, que organiza a competição, destacou o apoio do Governo do Estado para trazer o evento ao Paraná. “A gente sempre olhou para Curitiba, para o Paraná, com muito carinho e com muito potencial para que um dia trouxéssemos para cá o Ironman, que é o maior evento do mundo de triatlo. E foi toda uma construção para que ele se efetivasse. Contamos com o apoio espetacular e imprescindível do governador Ratinho Junior, de toda a estrutura do Estado”, afirmou.

“O Ironman é um evento que transcende a esfera esportiva porque movimenta muito o turismo. A gente está com 1.400 atletas de 14 países, de 25 estados brasileiros, aqui em Curitiba”, explicou. E diferentemente de uma corrida de rua, o atleta não viaja sozinho, cada um deles traz consigo de três a seis pessoas. Então é um evento que traz perto de 7 mil, 8 mil pessoas, que ficam de três a cinco dias no destino, movimentando o setor hoteleiro e de turismo.

Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná, órgão da Secretaria de Estado do Turismo responsável pela promoção do Paraná como destino turístico, destacou como os eventos esportivos ajudam a levar o nome do Estado para outros locais, inclusive outros países. “Temos atletas de diversas nacionalidades vindo para o Estado do Paraná. E ele não vem sozinho, normalmente vem com a família, com equipe técnica, e isso é turismo na veia”, salientou. “O Paraná, e principalmente Curitiba, não poderia ficar de fora de um evento deste porte, que é referência mundial. Os turistas que vêm para cá levam um pouquinho do Paraná para suas cidades e países e mostram que nosso Estado está preparado para receber esse turista, seja ele nacional ou internacional”.

DISPUTA – A etapa de Curitiba será disputada no formato IRONMAN 70.3, o que significa que as distâncias a serem percorridas têm metade da quilometragem oficial. A natação, que abre a prova, terá como palco a Represa do Passaúna, em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, em um percurso de 1,9 km. 

A segunda parte do desafio, o ciclismo, vai passar por 90 km de estradas de Araucária e Campo Largo, na região metropolitana da Capital, com chegada em Curitiba. Por fim, a fase de corrida está marcada para o Parque Barigui, onde os atletas terão que vencer 21,1 km. 

Cerca de 40 atletas profissionais participam desta etapa, que é classificatória para o Ironman 70.3 que acontece em setembro em Nice, na França. Entre eles está o Miguel Hidalgo, vice-campeão do Mundial de Triatlo de 2025 e medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2023.

“Já competi em Caiobá algumas vezes, mas em Curitiba é a primeira vez. Eu tive dois dias para conhecer e me familiarizar com o local, para evitar surpresas durante o percurso, que é muito bonito. Das provas do Ironman Brasil, é a mais desafiadora por conta do circuito do ciclismo. Não só de ganho de elevação, mas também por ter muitas curva. Então eu estou muito animado para começar a temporada aqui”, disse.

A curitibana Pietra Meneghini já recebeu apoio do programa Proesporte, do Governo do Estado, para se profissionalizar na modalidade e falou sobre a alegria de competir em casa. “Comecei treinando aqui nos parques, estradas e no velódromo e acho que Curitiba tem uma grande estrutura para fazer esporte, é uma cidade muito segura. Pude me desenvolver aqui na cidade mesmo e contei com esse apoio fundamental do Proesporte principalmente para dar esse pontapé na profissionalização”, disse.

“É muito emocionante competir em casa. Demorou um pouquinho para cair a ficha e acreditar que a gente ia ter uma prova nos locais onde treina”, contou. “É realmente muito especial ter toda essa torcida de pessoas que a gente conhece, galera do colégio, um monte de gente mandando mensagem falando que vem torcer para mim”.

Assim como na capital paranaense, as etapas de Brasília (26/4), Rio de Janeiro (9/8), São Paulo (20/9), Florianópolis (18/10) e Aracaju (29/11) também seguem esse padrão de distâncias. No Brasil, apenas em Florianópolis (31/11) o desafio é completo, com 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42,2 km de corrida.

Fonte: PARANAGOV

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