Uma pesquisa encomendada por integrantes do PL (Partido Liberal) mostra o atual governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com pouco impacto sobre o eleitorado mineiro.
O levantamento interno – não registrado na justiça eleitoral – foi elaborado em dezembro do ano passado e tem circulado entre integrantes da legenda em meio ao debate sobre a possibilidade de Zema trocar sua candidatura ao Planalto pelo posto de vice do senador.
A pesquisa teria ouvido cerca de mil moradores do estado sob o mote: “quem influencia seu voto”. Aos entrevistados, foram apresentados nomes como o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além do próprio Zema.
De acordo com o levantamento, Zema perderia para Lula, que aparece liderando as intenções de voto no primeiro turno, e para Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em um eventual segundo turno contra Lula na disputa pelo Planalto, o atual gestor de Minas Gerais também perderia.
Cenário político-eleitoral
As articulações da direita para formar um palanque único na disputa pelo governo de Minas Gerais pressionam Zema a apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), de quem poderia vir a ser vice.
A estratégia é vista por aliados do PL como uma forma de unificar o campo conservador no segundo maior colégio eleitoral do país e fortalecer a campanha bolsonarista no estado.
Integrantes do PL têm se dedicado a um esforço para que o governador mineiro desista de sua pré-candidatura à Presidência da República e se junte ao clã-bolsonarista ainda no primeiro turno. A avaliação é que a presença de Zema na chapa presidencial poderia ampliar a capilaridade da candidatura de Flávio em Minas, além de facilitar a construção de um palanque estadual alinhado ao bolsonarismo.
Pré-candidato ao Planalto, no entanto, Zema descartou compor a chapa de Flávio como vice. À CNN, o governador negou ter recebido qualquer tipo de convite e disse que levará sua campanha “até o final”. Ele também indicou resistência a alianças que, segundo ele, poderiam “deturpar o DNA” do Novo.