A Justiça do Rio Grande do Sul considerou, em julgamento finalizado nesta terça-feira (10), a ré Paula Caroline Ferreira Rodrigues culpada pela morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni.
A pena foi fixada em 26 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Durante a sessão plenária, foi ouvida a única testemunha de acusação, o delegado Marco Antônio Guns, responsável pela investigação à época dos fatos.
Em depoimento aos jurados, o policial detalhou as diligências realizadas no inquérito e os elementos que levaram a Polícia Civil a apontar a ré como figura central no crime.
Segundo a polícia gaúcha, o jovem fotógrafo foi torturado e morto a tiros em julho de 2015, na Praia de Paquetá, em Canoas.
As investigações indicaram que a acusada mantinha contato frequente com o fotógrafo e teria insistido em marcar um encontro em um posto de combustível.
Em 2025, a Polícia Nacional boliviana e a Polícia Federal brasileira prenderam em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, na noite desta quarta-feira (10), um foragido da Justiça brasileira ligado à maior facção criminosa do Rio Grande do Sul. Ele estava foragido desde 2024 pela morte do fotógrafo.
Juliano Biron da Silva, o “Biron”, utilizava documento falso para permanecer no país vizinho e tinha quatro mandados de prisão em aberto, além de estar na Difusão Vermelha da Interpol, procurado em 196 países.
Conforme denúncia do Ministério Público, a ré e Juliano Biron da Silva, com quem ela mantinha relacionamento amoroso, foram responsáveis pela morte.
Apontado como autor dos disparos, Juliano Biron da Silva foi julgado e condenado pelo Tribunal do Júri em fevereiro de 2020, recebendo pena de 18 anos de reclusão, em regime fechado.