O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) prevê financiar o recorde de até US$ 500 bilhões nos próximos dez anos. A estimativa foi anunciada pelo presidente da instituição, Ilan Goldfajn, e indica o aumento de 50% sobre o crédito concedido na última década.
“Vamos fortalecer processos produtivos e ampliar oportunidades econômicas com meio trilhão de dólares em financiamentos para a América Latina e Caribe. É um recorde respaldado pela capitalização e a recomposição do capital do BID”, disse Goldfajn durante reunião anual da instituição em Assunção, no Paraguai.
O ex-presidente do BC brasileiro disse que alocar esse dinheiro “só faz sentido com impacto”. “Vamos criar empregos, reduzir a pobreza, ampliar mercados, fortalecer cadeias de produção, mobilizar recursos privados e integrar a região”.
O plano apresentado por Goldfajn para a próxima década prevê três grandes pilares para a escolha de projetos e alocação dos recursos.
O primeiro é a participação do capital privado. Com a lembrança de que o orçamento público não tem recursos suficientes diante das demandas da região, Ilan Goldfajn argumenta que o BID trabalha para fazer a ponte entre o interesse público e o capital privado.
A segunda grande diretriz para a próxima década é a indústria nascente dos minerais críticos. “A América Latina tem participação significativa no setor. E temos de ter cadeias seguras de fornecimento”, disse. “E não queremos apenas extrair. Queremos extração, processamento, refino e gerar empregos”.
O terceiro pilar é a integração. “Não apenas com pontes e rodovias. Precisamos conectar as economias dos países. E vamos trabalhar para a implementação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia”.
*A CNN Brasil viajou a convite do BID