A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu a investigação sobre mortes de pacientes em um hospital particular em Taguatinga e indiciou três técnicos de enfermagem por homicídio qualificado. As prisões preventivas foram cumpridas na madrugada de terça-feira (10).

De acordo com a Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), o inquérito apurou três mortes ocorridas em novembro e dezembro de 2025 dentro da unidade de saúde.

Um dos técnicos foi indiciado por três homicídios triplamente qualificados, por emprego de veneno, uso de meio insidioso e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Ele também foi indiciado por falsificação de documento particular e uso de documento falso.

Uma das técnicas de enfermagem foi indiciada por três homicídios com as mesmas qualificadoras. A terceira foi indiciada por dois homicídios qualificados.

Segundo a polícia, as penas podem chegar a até 90 anos de prisão para dois dos investigados e até 60 anos para a terceira suspeita, caso haja condenação.

O Hospital Anchieta instaurou um comitê interno de análise que, em menos de 20 dias, identificou as evidências contra os ex-funcionários por meio de câmeras de segurança dos leitos e análise de prontuários. Embora tenham negado as acusações no início dos interrogatórios, os suspeitos confessaram os crimes após serem confrontados com as imagens das câmeras de monitoramento.

Para ocultar as ações, o técnico aguardava a reação dos pacientes às substâncias, que resultavam em paradas cardíacas. Diante da presença de outros funcionários ou para manter a aparência de normalidade, ele realizava manobras de massagem cardíaca nas vítimas, simulando uma tentativa de reanimação.

Veja também: Injeção letal: veja cronologia dos crimes em hospital no DF

Segundo a polícia, o técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, acessava o sistema de prescrição de medicamentos utilizando a conta de um médico. Após prescrever substâncias incorretas ou em doses letais, ele buscava os fármacos na farmácia, preparava as doses e as escondia no jaleco para evitar detecção ao entrar nos leitos.

Em um dos casos, as autoridades relataram que o técnico injetou desinfetante com uma seringa, por mais de 10 vezes, em uma idosa de 75 anos.



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