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Técnicos da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) recolheram uma amostra do material encontrado em dois poços com suspeita de petróleo, na zona rural de Tabuleiro do Norte, no sertão do Ceará. A coleta ocorreu após uma vistoria realizada nesta quinta-feira (12), na propriedade do agricultor Sidrônio Moreira, com participação da Semace (Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará).

Dois técnicos da ANP estiveram no local e entrevistaram a família para levantar informações sobre a perfuração do poço, como data da escavação, profundidade atingida e características do material que saiu do solo.

Segundo os familiares, as equipes demonstraram preocupação com a possível exposição ao líquido encontrado. Os técnicos orientaram que o poço permaneça isolado e recomendaram que a família evite a aproximação de curiosos enquanto o caso é analisado pela agência.

Após a visita à propriedade, os representantes da ANP passaram pelo campus de Tabuleiro do Norte do IFCE (Instituto Federal do Ceará), onde recolheram uma amostra do material coletada pela instituição na quarta-feira (11). A substância foi envasada pelos técnicos e será enviada para análise em um laboratório da agência. O resultado deve integrar o processo administrativo aberto para avaliar o caso.

De acordo com a família, não há previsão de novas visitas ao local. A orientação recebida foi aguardar o andamento do processo na ANP.

A suspeita surgiu após a perfuração de dois poços na propriedade rural do agricultor, no Sítio Santo Estevão, a cerca de 35 quilômetros da sede de Tabuleiro do Norte.

A escavação começou em novembro de 2024 e ultrapassou 40 metros de profundidade sem atingir o lençol freático. No lugar da água, surgiu um material escuro, viscoso e com odor característico. Uma segunda tentativa de perfuração, a cerca de 50 metros do primeiro ponto, apresentou sinais semelhantes.

Uma amostra do material foi analisada por pesquisadores do IFCE, que identificaram, em testes preliminares, a presença de hidrocarbonetos com características semelhantes às do petróleo encontrado na Bacia Potiguar. As análises tiveram apoio da Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido), em Mossoró (RN).

O agricultor decidiu perfurar o terreno após contratar um empréstimo de R$ 15 mil na tentativa de encontrar água na propriedade. A família vive em uma área atendida por uma adutora, mas, por estar no trecho final da rede, o abastecimento chega com baixa vazão e quase sem pressão. A intenção inicial era garantir água para os animais criados no local.

Agora, com o material sob análise da ANP, o caso entra em uma etapa de investigação técnica que deverá determinar a composição da substância e orientar os próximos passos do processo.



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