O navio Professor W. Besnard, que acumula 60 anos de história, afundou parcialmente na noite da sexta-feira (13), no cais do Parque Valongo, no Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

De acordo com a APS (Autoridade Portuária de Santos), a embarcação tombou após o casco sofrer avarias e possibilitar a entrada de água. Em uma publicação nas redes sociais, o presidente da APS, Anderson Pomini, declarou que uma mobilização para o resgaste do navio já foi iniciada.

Os trabalhos prosseguem neste domingo (15).

Segundo Pomini, a área onde a embarcação afundou está isolada neste momento e segue sob vigilância da Guarda Portuária. Uma equipe especializada fez o reforço da amarração do navio e instalou um cerco de contenção ambiental para evitar possíveis impactos ao redor.

O navio, que pertence ao Instituto do Mar, será retirado do local e levado a um estaleiro, se permitido pelo órgão.

“Se as condições permitirem, queremos recuperar esse navio com apoio das empresas parceiras do Porto de Santos. E, se a recuperação completa não for possível, parte dele será preservada aqui no Parque Valongo”, afirmou.

Apesar da mobilização de resgate, a APS não pode bancar diretamente os custos da ação por se tratar de uma empresa pública. No entanto, Pomini afirmou que “deve mobilizar os parceiros e as empresas que compõem a comunidade portuária local” para auxiliar na operação.

Navio histórico

A embarcação Professor W. Besnard, com 60 anos de história, foi a pioneira na oceanografia civil do país e esteve à frente de centenas de expedições científicas brasileiras.

O navio foi batizado em homenagem a Wladimir Besnard, cientista russo-francês trazido ao Brasil pelos fundadores da Universidade de São Paulo (USP) para organizar e dirigir o Instituto de Oceanografia em seus primeiros 14 anos.

Foram mais de 150 viagens, ao longo de 40 anos.

Entregue ao Instituto em 1967, a embarcação navegou sem interrupções durante os primeiros 23 anos, e possibilitou a primeira expedição brasileira até a Antártida em 1982, com apoio do navio Barão de Teffé, da Marinha do Brasil.

O navio está estava inativo desde 2008 até a parcial submersão nesta sexta-feira (13).

Em nota, a Marinha do Brasil informou que equipes irão apurar as causas e possíveis responsáveis pelo ocorrido.

[Com informações do Estadão]

*Sob supervisão de AR.





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