A CNN Brasil teve acesso às imagens das câmeras corporais da Polícia Militar que registraram a abordagem ao senador Alexandre Luiz Giordano (Podemos-SP), na Zona Norte de São Paulo.
Nos vídeos, o parlamentar aparece filmando os policiais e questionando a ação. Em um dos trechos, ele diz: “Você tá gravando?”. Em seguida, pede: “Me levem pra delegacia.” Em outro momento, afirma: “Vamos parar com esse constrangimento. Se vocês soubessem como é ruim”.
As imagens também mostram o senador contestando o fato de estar sendo abordado novamente, após ter deixado o local da primeira abordagem.
Durante a ocorrência, uma mulher aparece nas filmagens orientando os policiais sobre quais procedimentos deveriam ser adotados. Ela afirma que, por conta da imunidade parlamentar, deveriam ser aplicadas as autuações e o senador deveria ser liberado, com a apuração sendo feita posteriormente na esfera administrativa.
A abordagem aconteceu por volta das 8h17 da última segunda-feira (23), na Alameda Afonso Schmidt, em Santana. Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, os agentes identificaram uma Land Rover preta trafegando sem placas e com giroflex ligado.
De acordo com o boletim de ocorrência, o motorista se apresentou inicialmente apenas como “federal” e se recusou a deixar o veículo. Após insistência, ele desembarcou e se identificou como senador da República.
Ainda segundo a PM, o parlamentar também se negou a apresentar documentos e teria ameaçado os policiais, afirmando que eles “iriam para a reciclagem”.
Os agentes constataram que as placas do veículo estavam dentro do carro. Antes da chegada do oficial responsável pela ocorrência, o senador voltou ao veículo e deixou o local, dirigindo pela calçada e quase atingindo um dos policiais.
Minutos depois, ele foi localizado por outras equipes no cruzamento da Avenida Braz Leme com a Rua Doutor César. No local, foram lavradas as autuações.
Segundo a Polícia Militar, Giordano foi multado por conduzir veículo sem placas, dirigir com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida desde fevereiro de 2024 e pelo uso de luzes semelhantes às de veículos oficiais. Após o registro das infrações, o senador foi liberado.
A CNN procurou o senador que, até a última atualização, não havia se manifestado sobre o caso.