A decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) de restringir a participação na categoria feminina a atletas consideradas “biologicamente mulheres”, com a retomada de testes genéticos a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, expôs um racha entre países: enquanto Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos apoiaram a medida, a França a classificou como um “retrocesso”.

O Comitê Olímpico da Nova Zelândia afirmou que a decisão trará “mais clareza” para os próximos Jogos. O país esteve no centro do debate em Tóquio 2021, quando escalou a halterofilista trans Laurel Hubbard na competição feminina, em um caso que gerou controvérsia.

A diretora-executiva do comitê, Nicki Nicol, disse que a nova política oferece “mais clareza, consistência e justiça nos critérios de elegibilidade para a categoria feminina em nível olímpico”.

Na mesma linha, o presidente do Comitê Olímpico Australiano, Ian Chesterman, afirmou que o COI analisou de forma abrangente o que classificou como uma “questão complexa” antes de tomar a decisão

Nos Estados Unidos, o anúncio foi comemorado pelo governo de Donald Trump, que desde o início de seu segundo mandato defende a restrição de atletas trans. A Casa Branca associou a decisão à ordem executiva assinada em 2025, que prevê sanções a instituições que permitam a participação de mulheres trans em competições femininas.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a decisão do COI “só está acontecendo por causa da minha poderosa ordem executiva, defendendo mulheres e meninas”. Integrantes do governo também classificaram a medida como “sensata”.

O cenário ocorre às vésperas dos Jogos de Los Angeles 2028, sede olímpica que já vinha sendo apontada como potencial foco de tensão política sobre o tema. O governo americano chegou a ameaçar negar vistos a atletas trans, aumentando a pressão sobre o COI.

Questionada sobre possível influência externa, a presidente do COI, Kirsty Coventry, negou interferência direta. “Isso já era uma prioridade para mim muito antes do presidente Donald Trump iniciar seu segundo mandato. Não houve pressão externa”, afirmou

Coventry defendeu que a política foi construída com base científica e destacou que os atletas devem ser tratados com “dignidade e respeito”. Segundo ela, a medida busca garantir equilíbrio e segurança nas competições femininas.

MUDANÇAS

O COI anunciou que apenas “mulheres biológicas” poderão competir em provas femininas, o que impede a participação de mulheres trans. A entidade também confirmou a reintrodução dos testes de gênero, abandonados no fim dos anos 1990, em uma medida que deve afetar ainda atletas com diferenças no desenvolvimento sexual (DSD), anteriormente chamadas de intersexo.

A elegibilidade passará a ser definida por testes genéticos capazes de identificar a presença do gene SRY, associado ao sexo masculino. O exame será feito por meio de coleta na bochecha ou amostra de sangue e ocorrerá apenas uma vez na carreira.




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