O cenário para a sucessão presidencial já apresenta sinais de “calcificação”. A avaliação é de Duda Lima, marqueteiro que coordenou a campanha de Jair Bolsonaro em 2022. Para o estrategista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece “não ter mais a atividade cognitiva que sempre teve”.
“Independentemente do resultado, vejo um Lula freando, um Flávio acelerando e uma terceira via sem espaço”, afirmou Lima à CNN, após participar da Brazil Conference 2026.
A análise de Lima sobre o atual ocupante do Planalto usa palavras contundentes.
Segundo ele, haveria um “cansaço” visível da população em relação ao petista. “Por tudo que já passou, Lula não tem mais aquela atividade cognitiva que sempre teve”, disparou o marqueteiro.
No lado oposto, enxerga resiliência na candidatura de Flávio Bolsonaro — de quem coordenou a última campanha derrotada do pai. Na visão de Lima, o senador vem “pegando” (ganhando tração) justamente pelo histórico de embates políticos. “Vem pegando de tanto apanhar, de tanto sofrer”.
A CNN procurou o Palácio do Planalto sobre as declarações de Duda Lima e aguarda retorno.
Fora da linha de frente
Apesar dos prognósticos, Duda Lima repete que não será o chefe de nenhuma campanha em 2026. O publicitário afirma estar em um processo de “reinvenção” profissional e, embora pretenda colaborar nos bastidores, descarta o comando direto das peças publicitárias.
“Não vou encabeçar nenhuma campanha eleitoral em 2026. É uma decisão que já está tomada. Mas, de alguma forma, vou estar envolvido, vou estar trabalhando nas campanhas, mas não na linha de frente”, disse.
Sua nova missão, segundo revelou ao encerrar sua palestra para um auditório lotado em Harvard e no MIT, pode ser o recrutamento de novos talentos.
Ao ver as “mentes brilhantes” dos brasileiros que estudam na região de Boston, Lima afirmou ter tido um ‘insight’ para atuar como mentor. “Esse pessoal precisa entrar para a política. Talvez eu tenha uma missão para tentar contribuir com isso”, afirmou. No fim da palestra, chegou a conclamar estudantes brasileiros a ocuparem espaços de poder na política.
*A CNN Brasil viajou a convite da Brazil Conference