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O BRB (Banco de Brasília) estuda criar um novo aplicativo de internet banking para contas digitais, o qual usaria a imagem do Flamengo – numa espécie de “FlamengoBank” – no que seria um tipo de banco licenciado do time de futebol.

O objetivo do BRB seria usar a parceria com o Flamengo (o banco público já é patrocinador do clube) para aumentar a capitalização do banco, que, atualmente, vive uma crise de liquidez causada pelo escândalo envolvendo o Banco Master.

Mesmo com a crise financeira bilionária que afeta o banco, o BRB segue em negociações para renovar os contratos de patrocínio com o Flamengo. O acordo atual, que vence neste mês de março, gira em torno de R$ 25 milhões por ano.

Pelo novo acerto que está sendo debatido, o valor deve aumentar com base no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), e o contrato deve ter duração de mais três anos. A renovação negociada contempla patrocínios ao futebol profissional nas modalidades masculina e feminina.

O BRB tem um rombo estimado em, pelo menos, R$ 6,6 bilhões, e pretende usar a força da marca do Flamengo pelo Brasil para atrair novos clientes, com a ideia de que o aplicativo seria um “banco oficial do time”, o que poderia captar torcedores para a nova empresa digital.

Segundo apuração da CNN Brasil, a ideia é abrir uma empresa separada da estrutura do BRB, ou seja, uma subsidiária com autonomia administrativa, voltada especificamente para a gestão do banco com o Flamengo.

O time carioca possui a maior torcida do Brasil, o que indica a possibilidade de um volumoso público-alvo em potencial para o banco online. Um levantamento do Ipsos-Ipec mostra que o Flamengo tem um quinto (cerca de 21%) do total de torcedores de futebol no país.

O BRB já possui junto ao Flamengo, além dos patrocínios, um banco digital: o Nação BRB Fla. Porém, no modelo atual, não há uma gestão separada para o banco e ele não atua como uma empresa autônoma – o que é a ideia do BRB para a nova iniciativa, com o “FlamengoBank”.

Medidas de socorro

O BRB busca opções no mercado para tentar aumentar sua capitalização e recuperar a estabilidade financeira. Desde a liquidação do Banco Master, em novembro de 2025, vieram a público valores que o Banco de Brasília havia investido em títulos “podres” da empresa do banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o atual presidente do BRB, o rombo do banco, causado pelos prejuízos com a compra de ativos do Master, gira em torno de R$ 6,6 bilhões, podendo chegar até a R$ 8 bilhões – auditorias internas ainda estão em curso nas contas do BRB.

“FlamengoBank” é uma das opções da lista de possibilidades que inclui, ainda, a criação de fundos especiais a partir dos títulos que sobraram do Master (dados preliminares indicam que o BRB possui cerca de R$ 10 bilhões em ativos “bons” comprados de Vorcaro) e a venda de subsidiárias (como a BRB Financeira).

Além disso, um projeto de lei que transfere imóveis públicos do governo do Distrito Federal para o controle do BRB foi aprovado na Câmara Legislativa do DF no início do mês.

A transferência dos imóveis é alvo de críticas de ambientalistas – alguns terrenos estão em áreas de conservação – e de deputados da oposição ao governador Ibaneis Rocha, que questionam a falta de informações sobre os valores das propriedades.

*Sob supervisão de João Nakamura



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