A bolsa brasileira recebeu autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para iniciar as operações do chamado Regime Fácil, que amplia o acesso de empresas de menor porte ao mercado de capitais.
A iniciativa entrou em vigor em 16 de março e permite que companhias com faturamento anual de até R$ 500 milhões captem recursos na bolsa.
O intuito é reduzir barreiras e simplificar o caminho para levantar capital, seja por meio da emissão de ações ou de dívida.
Este e outros assuntos da economia serão abordados no programa e na News da Resenha, newsletter para manter os investidores informados e ajudar na tomada de melhores decisões no mercado.
Com isso, essas empresas passam a operar no mesmo ambiente das grandes companhias, ainda que com exigências adaptadas à sua realidade.
Para Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, a abertura de capital é um instrumento importante para financiar o crescimento.
“Quando uma empresa abre capital, ela acessa uma base maior de investidores para investir no próprio negócio. Isso permite crescer, gerar empregos e movimentar a economia. Mercados desenvolvidos têm bolsas fortes justamente por isso”, afirma.
A mudança também amplia as opções para o investidor, que passa a acessar empresas em estágios mais iniciais, com maior potencial de retorno, mas também mais risco.
“Você consegue investir em várias iniciativas menores e montar uma carteira mais diversificada, quase como um venture capital por conta própria”, observa a apresentadora.
Além disso, esse perfil exige mais cautela na análise. “Esses investimentos tendem a ser mais arriscados, porque são empresas menores. São negócios em crescimento e com mais volatilidade”, afirma Thiago Godoy, apresentador da Resenha do Dinheiro.
De acordo com Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, dentro da bolsa, companhias desse porte já aparecem em segmentos como o de small caps, que são empresas menores, com menor valor de mercado e, em geral, mais potencial de crescimento, mas também mais risco.
“Estamos falando de um segmento ainda mais arriscado do que as small caps, com empresas em estágios mais iniciais”, diz.
A principal diferença está no nível de maturidade. Empresas maiores costumam ter histórico mais consolidado, governança estruturada e resultados recorrentes, enquanto as menores ainda estão em fase de expansão.
Para aderir ao Regime Fácil, as empresas precisam cumprir critérios mínimos de governança.
“Um dos pontos, por exemplo, é a exigência de um conselho de administração, o que aumenta a transparência e dá mais segurança ao investidor”, explica Bernardo.
A expectativa é que o modelo aumente o número de companhias listadas e aproxime investidores de negócios em desenvolvimento, ampliando o alcance do mercado de capitais no país.
Resenha do Dinheiro
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb; e Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos.
O programa vai abordar semanalmente as principais notícias e movimentos da economia com a leveza de uma conversa informal — como uma resenha entre amigos, no boteco ou após o futebol — mas sem perder a análise e o conteúdo.
A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.