O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) lançou sua candidatura ao governo da Bahia nesta segunda-feira (30) com uma estratégia definida: consolidar a aliança com o PL e explorar fragilidades da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), após quase duas décadas de domínio petista no estado.
Nos bastidores, a aproximação com o PL já começou. ACM Neto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conversaram recentemente, e a expectativa é de que o parlamentar intensifique a articulação política no estado nas próximas semanas.
Após retornar de viagem aos Estados Unidos, Flávio avalia uma visita à Bahia, em movimento interpretado como sinalização de apoio.
O acordo ainda não está fechado. Integrantes da oposição tratam a aliança como avançada, mas condicionada a ajustes em composições regionais.
Na linha de campanha, ACM Neto deve concentrar ataques na política tributária do governo estadual. A avaliação é de que há espaço para explorar o impacto do aumento de impostos, especialmente o ICMS sobre combustíveis, tema que ganha ainda mais relevância em meio às tensões no Oriente Médio.
Outro eixo central, segundo articuladores da campanha de ACM Neto, será a segurança pública. A oposição pretende usar indicadores recentes para reforçar a narrativa de desgaste do governo, num tema considerado sensível para o eleitorado e com potencial de mobilização.
A estratégia ampla busca dialogar com setores produtivos e com eleitores afetados pelo custo de vida e pela percepção de insegurança, estruturando uma campanha focada em temas concretos do cotidiano.
Do outro lado, Jerônimo Rodrigues entra na disputa com o respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o apoio de partidos como PSD, PSB e PCdoB, mantendo a base que sustenta o grupo no poder há cerca de 20 anos.