O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou duas responsáveis por uma escola de educação infantil em Alvorada por tortura contra 34 crianças. Segundo o órgão, os crimes teriam ocorrido de forma reiterada ao longo de mais de um ano.
De acordo com a denúncia, realizada nesta segunda-feira (30) e apresentada pela promotora Karen Mallmann, uma das investigadas atuava como professora e a outra era proprietária e gestora da unidade. Ambas teriam se aproveitado da relação de autoridade para submeter as crianças a sofrimento físico e psicológico.
Entre as práticas descritas estão agressões, gritos, humilhações, castigos, confinamento em ambiente escuro e negligência com alimentação e higiene. O Ministério Público afirma que o crime foi agravado por ter sido cometido contra crianças e por violar deveres da profissão.
A investigação também identificou o uso irregular de medicamentos com efeito sedativo. Segundo o MPRS, as substâncias eram administradas sem indicação adequada, inclusive com desvio de remédios prescritos para alunos específicos, com o objetivo de facilitar a rotina de trabalho.
O Ministério Público pediu a continuidade da ação penal e a condenação das denunciadas, além da fixação de indenização mínima às vítimas.