Um relatório que o BRB (Banco Regional de Brasília) enviou à PF (Polícia Federal) aponta movimentações “atípicas” de investimentos do banco público ao Master em 2025 sem anuência do Conselho de Administração.
O Conselho de Administração do BRB é o órgão deliberativo de cúpula responsável por definir a orientação estratégica e geral dos negócios da instituição e suas controladas. No site, diz que “fiscaliza a gestão executiva, zela pela governança corporativa, conformidade (compliance) e integridade, além de eleger e monitorar a Diretoria Executiva.”
Segundo fontes com acesso ao relatório, de mais de 200 páginas, cartas de créditos em valores milionários foram compradas sem o aval do conselho. A fraude total na negociação BRB e Master chegaria a R$ 12 bilhões, diz a PF.
Como revelou a CNN, e-mails em posse da PF mostram que o ex-presidente e o ex-diretor do BRB ignoraram a governança do banco. As mensagens trazem pressão de gestores para aumentar o capital do Banco de Brasília.
Nesta quinta-feira (16), Paulo Henrique Costa foi preso pela PF na quarta fase da operação Compliance Zero.
A PF investiga se o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa recebeu R$ 140 milhões de Daniel Vorcaro como propina para viabilizar a compra do Banco Master pela instituição financeira de Brasília.
O pagamento teria sido realizado por meio de imóveis sediados em Brasília e São Paulo.
Em conversa com jornalistas, o advogado Cleber Lopes, que atua na defesa de Paulo Henrique Costa, criticou a prisão do ex-presidente do BRB e disse que ele não “cometeu crime algum”.