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A prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na nova fase da Operação Compliance Zero, que mira a fraude financeira do Banco Master, serviu de gancho para o governo Lula tentar emplacar a ideia de que é intransigente no combate ao crime organizado, à corrupção e aos chamados crimes de “colarinho branco”.

Em busca da reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu grupo devem repetir o discurso à exaustão para distanciar a gestão petista dos escândalos do Master e do INSS. A estratégia é reforçar a autonomia da PF (Polícia Federal) e dos órgãos de controle que levaram à revelação dos crimes.

A preocupação que ronda a pré-campanha de Lula é que a associação que a oposição tenta fazer entre os casos e o governo ganhe lastro no eleitorado. Outro motivo é antecipar uma espécie de vacina contra eventuais desdobramentos dos dois casos que ainda estão sendo investigados.

Nesta quinta-feira (16), logo após a prisão do ex-presidente do BRB e do advogado Daniel Monteiro, apontado como operador da arquitetura de ocultação de patrimônio, o Ministério da Justiça e Segurança Pública convocou uma entrevista coletiva para tratar da nova fase da Operação Compliance Zero.

A orientação partiu da própria Secom (Secretaria Especial de Comunicação) do governo, comandada pelo ministro Sidônio Palmeira. A informação foi dada pelo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.

Sob sigilo, nenhuma informação adicional foi repassada aos jornalistas. A coletiva, com a presença de dois diretores da PF, serviu para reforçar a narrativa do governo e testar a linha de discurso que será adotada na campanha pela reeleição.

“Não haverá, da nossa parte, em nenhum momento, nenhuma vocação para espetacularização, nem tampouco para omissão. Nós não nos omitiremos. Já dissemos muitas vezes que aqui não se persegue nem se protege. Temos que agir de acordo com os ditames legais, observando as regras do jogo democrático”, disse o ministro.

A coletiva, de apenas 20 minutos, causou divergência entre aliados do presidente Lula e pessoas a par da investigação. A avaliação é que novas operações, sejam do caso Master ou do INSS, poderão impor um dilema ao Palácio do Planalto caso a investigação alcance pessoas na órbita do presidente. Depois da declaração à imprensa nesta quinta, o silêncio terá um peso ainda maior.

Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha“, filho do presidente, entrou no radar da investigação por suposta relação com Antonio Carlos Camilo Antunes, o chamado “careca do INSS“, e participação no esquema de fraudes das aposentadorias. No caso Master, a tensão fica sobre o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, e próximo de integrantes do PT na Bahia.

As pesquisas de intenção de voto têm colocado a comunicação do governo sob pressão para evitar que a queda da popularidade do presidente Lula se aprofunde.

Levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (15) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, à frente numericamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem 40%.

O resultado representa um empate dentro da margem de erro, de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Na pesquisa anterior, divulgada em março, Flávio e Lula empatavam em 41%.



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