O Ministério das Comunicações, com recursos do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), apresentou uma nova tecnologia voltada à proteção da identidade digital dos brasileiros, em meio ao aumento de golpes virtuais e fraudes telefônicas no país. 

O sistema, desenvolvido pelo CPQD, que é uma fundação de tecnologia, permitirá que o próprio cidadão tenha maior controle sobre seus dados ao acessar aplicativos e serviços digitais. A proposta é possibilitar a comprovação de identidade em plataformas públicas e privadas sem a necessidade de fornecer mais informações pessoais do que o necessário. 

A iniciativa busca reduzir a exposição de dados frequentemente utilizados em golpes virtuais e ataques cibernéticos. Para isso, o sistema utilizará credenciais digitais verificáveis, baseadas em padrões internacionais da internet. 

O projeto também prevê o desenvolvimento de ferramentas para combater fraudes na telefonia móvel. O CPQD estuda soluções para dificultar a falsificação de identidade e o uso irregular de linhas telefônicas. O investimento previsto é de R$ 16,82 milhões, com duração de três anos. 

O diretor de tecnologia e inovação do CPQD, Gustavo Correa Lima, afirma que o principal objetivo do projeto é combater fraudes telefônicas e digitais.

“Diferente dos sistemas atuais, que dependem da infraestrutura das operadoras, essa tecnologia propõe uma validação ponta a ponta capaz de autenticar a identidade de quem origina chamadas ou acessa aplicativos. A proposta é combater fraudes telefônicas e digitais ao permitir que empresas e cidadãos comprovem sua autenticidade por meio de credenciais verificáveis, implementadas com tecnologia descentralizada e segura baseada em blockchain. Trata-se de uma solução multifacetada, que também pode ser aplicada em serviços de governo, bancos e na proteção da privacidade de dados pessoais”, explicou Lima. 

Os testes serão realizados em parceria com operadoras de telecomunicações e órgãos públicos, que irão avaliar a eficácia das ferramentas antes de uma possível implementação em larga escala. 

Fundado em 1976, o CPQD completa 50 anos, instituição foi responsável pelo desenvolvimentos de serviços como o antigo cartão telefônico e o atual meio de pagamento de pedágio, “Sem Parar”. 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix 



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