O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi aconselhado a rememorar em discursos e entrevistas a sua biografia à frente do Palácio do Planalto.
O diagnóstico do governo federal é de que o afastamento do eleitorado jovem do presidente se deve a um público que não se recorda das políticas públicas implementadas por gestões petistas.
A leitura é que parte dos jovens ou não era nascida quando o presidente chegou ao Palácio do Planalto ou porque o público ainda era muito novo, o que enfraquece a estratégia do presidente de fazer uma campanha eleitoral baseada na comparação entre Lula e Jair Bolsonaro (PL).
Por isso, a ideia é de que o presidente relembre, sempre que possível, programas federais como o Bolsa Família, o Fome Zero, o Prouni, o Minha Casa, Minha Vida, entre outros.
Além disso, o partido do presidente, o PT, já produz conteúdo para as redes sociais para relembrar a trajetória pessoal e política de Lula, sobretudo com foco no jovem de periferia.
A avaliação é de que o presidente se desconectou de um eleitorado que, em 2022, votou em sua maioria no petista, mas agora flerta com nomes de direita.
As últimas pesquisas mostram que Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL) têm crescido sobre os eleitores de 18 a 24 anos. Por isso, os dois pré-candidatos têm estimulado que jovens de 16 anos tirem o título de eleitor para a disputa deste ano.
A equipe do petista também defende que ele lance medidas em curto prazo para atender a esse eleitorado.
A avaliação no Palácio do Planalto é de que apesar de ter atendido o eleitorado jovem com programas educacionais, como o Pé de Meia e a ampliação do ProUni, estão faltando medidas de oportunidade no mercado de trabalho.
Essa avaliação é refletida em levantamentos eleitorais, que mostram que o eleitorado jovem tem rejeitado o governo petista pela falta de perspectiva no mercado de trabalho formal, bem como pela narrativa de aumento da carga tributária.
Uma das iniciativas estudadas é uma parceria entre os setores público e privado na oferta de estágios e trainees em grandes empresas do país.
O governo petista também considera a abertura de uma linha de crédito, com juros menores, para quem está no início da carreira profissional e busca abrir um negócio.