O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA) reagendou a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, para dia 29 de abril.
Essa era a data inicial, mas Otto tinha adiantado em um dia a previsão. Agora, o presidente do colegiado retomou a previsão anterior após consultar líderes da base aliada.
Otto ponderou os feriados próximos à data e a presença de parlamentares na casa. Messias precisa de 13 votos no colegiado após a realização da sabatina. O presidente da CCJ prevê uma longa quarta-feira no colegiado, já que no mesmo dia serão feitas outras duas sabatinas.
À CNN, Otto defendeu que independente de divergências, haja respeito dos senadores com Messias. “Que a linguagem parlamentar seja ética”, afirmou ao traçar uma comparação com a sabatina do atual procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A expectativa é para que o Senado cumpra a tradição de levar o nome de Messias ao plenário logo após a votação na CCJ. Nesta etapa seguinte, o AGU precisa de pelo menos 41 votos para ser aprovado.
Messias foi indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 20 de novembro. Desde então foi aberta uma crise entre o Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que preferia Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga na Corte.
Articuladores de Messias avaliam que o AGU tem os votos necessários e que deve ultrapassar o quórum que Flávio Dino teve quando indicado. O ex-ministro da Justiça conseguiu 47 votos – um placar menos confortável que o de Cristiano Zanin, que teve 58.