O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, tem sido aconselhado a firmar um compromisso com a estabilidade democrática.
A ideia sugerida por dirigentes de direita seria incluir no programa de governo do postulante ao Palácio do Planalto uma defesa enfática ao regime democrático e o respeito ao resultado das urnas.
O objetivo seria ter uma “vacina eleitoral” e rebater a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de vincular ao primogênito de Jair Bolsonaro (PL) ao rótulo de radical, além de enfraquecer as acusações sobre a possibilidade de um novo episódio golpista do 8 de janeiro de 2023, que levou o pai do senador à prisão.
Desde o início da pré-campanha, Flávio tem se apresentado como um Bolsonaro de postura moderada, ou seja, tentado se diferenciar do pai em busca de um eleitorado de centro insatisfeito com a gestão petista.
Em viagem à Europa, Lula reforçou o discurso eleitoral de avanço do que ele chamou de “extrema direita” no mundo e de que ele representa a defesa da soberania e do diálogo.
A ideia defendida é de que, no programa de governo, Flávio também faça um aceno de diálogo com o STF (Supremo Tribunal Federal), para distensionar a relação com a Suprema Corte, e sugira políticas públicas focadas a minorias, como mulheres e negros.