Sanepar apresenta modelo de eficiência no 7º Fórum Novo Saneamento em São Paulo

A Sanepar reafirmou seu protagonismo no setor durante a 7ª edição do Fórum Novo Saneamento, realizado em São Paulo, no Parque da Cidade, nesta terça-feira (12). O evento, que reúne as principais lideranças e especialistas do Brasil, serviu de palco para a Companhia detalhar o plano que pretende antecipar a universalização dos serviços de água e esgoto no Paraná para 2029 — quatro anos antes do prazo estipulado pelo Marco Legal do Saneamento (2033).

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, participou do painel “Universalização até 2033 na prática”, em que destacou que o caminho paranaense une agilidade executiva e reconhecimento global.

Segundo Bley, a meta não é apenas um planejamento, mas uma execução acelerada. “Não estamos correndo para chegar em 2033, estamos trabalhando para antecipar essa entrega para 2029. O objetivo é garantir que o saneamento seja a base sólida para o desenvolvimento econômico de todo o Paraná”, explicou.

A consolidação desta meta antecipada fundamenta-se na organização em microrregiões. Este modelo permitiu ganho de escala e o uso inteligente do subsídio cruzado, garantindo que municípios menores recebam o mesmo nível de investimento que os grandes centros.

Outro pilar essencial citado por Bley foi a adoção de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Para a Sanepar, essa cooperação é a chave para superar dificuldades em cidades de alta complexidade técnica. “Estruturamos nossas parcerias para que o setor privado traga velocidade, enquanto mantemos a inteligência estratégica e a garantia social do serviço”, disse.

SEGURANÇA E ESTABILIDADE – A Companhia também levou ao fórum uma análise sobre o cenário de investimentos no Brasil. Para a Sanepar, o maior desafio do setor não é a falta de capital, mas a necessidade de segurança jurídica e regras claras. O Paraná tem se destacado pelo diálogo técnico e transparente com a Agência Reguladora (Agepar) e outros órgãos estaduais.

A homogeneização dos prazos contratuais até 2048, por exemplo, foi apontada por Bley como um marco de estabilidade, permitindo um planejamento de longo prazo que protege os investimentos e garante a sustentabilidade tarifária, focando sempre na saúde pública e no respeito ao cidadão.

Contudo, segundo ele, há dificuldades jurídicas que ainda não foram superadas, e assim como nas demais companhias ali representadas, o setor necessita de avanços significativos neste âmbito. “A universalização é possível se os projetos forem bancáveis e houver segurança jurídica. Porque, no fim, o maior beneficiado de todos os processos realizados por nós, enquanto Companhia, sempre será a sociedade civil”, afirmou.

Fonte: PARANAGOV

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