Tecnologia da Polícia Científica reduz emissão de perfil genético de dias para poucas horas

Um novo equipamento capaz de transformar uma amostra biológica em um perfil genético completo em cerca de duas horas. A tecnologia, um sistema conhecido como Rapid DNA, automatiza praticamente todas as etapas da análise genética em um único sistema e passa a mudar a dinâmica da perícia no Paraná, ao reduzir etapas manuais, acelerar resultados e permitir respostas mais rápidas em investigações que dependem de identificação por DNA.

“O grande diferencial dessa tecnologia é integrar todo o processo de análise genética em um único sistema automatizado. Isso reduz a intervenção humana, diminui o risco de contaminação e permite gerar perfis genéticos de forma muito mais rápida, inclusive com possibilidade de comparação quase imediata com bancos de DNA”, afirma o perito e chefe do laboratório de genética da Polícia Científica do Paraná (PCIPR) Pedro Canezin. 

Na prática, o equipamento recebe amostras como swab bucal, saliva ou sangue fresco e executa sozinho fases que normalmente exigiriam diferentes aparelhos, técnicos e horas de trabalho em laboratório. Entre elas estão extração do DNA, purificação, amplificação genética por PCR, eletroforese capilar, leitura fluorescente e interpretação inicial dos resultados.

O principal diferencial está justamente na integração. Enquanto um fluxo convencional de análise genética pode levar de 8 a 96 horas laboratoriais — além do tempo até a emissão do laudo — o novo sistema gera um perfil genético em aproximadamente 90 minutos a 2 horas.

“A rotina do laboratório muda significativamente porque o sistema reduz etapas manuais, tarefas repetitivas e a necessidade de múltiplos equipamentos. Com isso, as equipes conseguem processar mais amostras, diminuir filas analíticas e acelerar a inserção de perfis em bancos de DNA”, explica o chefe do laboratório de genética da PCIPR. 

O modelo funciona no formato “sample-to-profile”: a amostra entra no equipamento e o perfil genético sai pronto para comparação em bancos de DNA, compatíveis com sistemas nacionais e internacionais. Além de acelerar investigações, a tecnologia reduz a necessidade de manipulação manual das amostras, diminui o risco de contaminação e simplifica a rotina laboratorial. 

PIONEIRO NO ESTADO – Esta é a primeira implementação operacional da tecnologia Rapid DNA no Paraná. Plataformas semelhantes já são utilizadas em estados como Rio Grande do Sul e Distrito Federal, além de países da Europa e nos Estados Unidos, onde a identificação genética rápida já faz parte da rotina forense.

O sistema foi desenvolvido principalmente para amostras de boa qualidade, como saliva, sangue recente e swab bucal. Materiais degradados, ossadas e misturas biológicas complexas ainda apresentam limitações maiores para processamento rápido.

Fonte: PARANAGOV

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