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Um estudo da consultoria AP Exata, com base em análise de dados das redes sociais, aponta que o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recuperou parte do espaço perdido depois do anúncio da Casa Branca classificando PCC e CV como organizações terroristas.

Segundo a consultoria, porém, a melhora ainda não foi suficiente para neutralizar o desgaste provocado pelo caso Master.

“Desde o anúncio norte-americano sobre a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, as menções positivas ao senador cresceram 2,9 pontos percentuais.

O tema segue com forte adesão na direita digital e deu à militância bolsonarista uma narrativa favorável contra Lula na área da segurança pública”, afirma o relatório obtido pela CNN.

Na sequência, o documento ressalta que a recuperação ainda não recompõe o impacto negativo causado pelo envolvimento de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro.

“A melhora, porém, ainda não recompõe o desgaste acumulado desde a crise do Master. No auge da crise, em 20 de maio, as menções negativas a Flávio chegaram a 70,2%. Hoje, recuaram para 62,5%, mas continuam acima do patamar anterior à crise, quando estavam em 57,5%”, diz a consultoria. “Na prática, ele recuperou parte do terreno perdido, mas ainda permanece 5,2 pontos percentuais distante da situação pré-crise.”

De acordo com a AP Exata, o principal ponto de atenção é a confiança no senador. “Ontem, esse indicador havia chegado a 12,2%, sugerindo uma reação inicial associada à pauta das facções. Nesta manhã, porém, voltou a recuar diante da ofensiva de adversários.”

A consultoria afirma que o índice de confiança caiu de 17% para 10%, “uma perda de 41,2%, sem recuperação consistente até agora”. Segundo o relatório, isso mostra que “a melhora nas menções positivas ainda não se converteu em reconstrução de credibilidade”.

O estudo compara ainda o cenário digital de Flávio com o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Após a crise do Master envolvendo Flávio, o presidente teve um avanço de 2,8 pontos percentuais de recuo nas menções negativas”, afirma.

Hoje, segundo a AP Exata, as menções negativas representam 56,9% do conteúdo sobre Lula nas redes, enquanto Flávio registra 62,5%. “Ou seja, a rejeição digital ao senador está 5,6 pontos acima da de Lula.

Antes da crise, o cenário era mais favorável a Flávio, com Lula 2,4 pontos acima do senador em menções negativas.”

Ao final, a consultoria conclui que houve “uma recuperação parcial de Flávio, ancorada no debate sobre segurança pública”, mas ainda insuficiente para apagar “o dano reputacional provocado pela crise do Master”.

“A pauta das facções ajudou a reduzir o desgaste, mas a queda da confiança mostra que a recomposição segue frágil e dependerá da capacidade de transformar esse ganho temático em percepção mais estável de viabilidade”, diz o relatório.



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