Governo ainda desenha a melhor forma de reagir à classificação das facçõoes criminosas como terroristas pelos Estados Unidos.
Enquanto a estratégia não fica pronta, o Planalto tenta extrair ganhos políticos da nova frente de atrito com o presidente americano, Donald Trump.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem feito alertas repetidos sobre a ameaca que a decisao americana impõe ao pix, nosso “símbolo de soberania financeira”.
Essa não é parace ser a avaliação do Banco Central nem do sistema financeiro.
Há preocupações legítimas com eventuais reflexos sobre instituições financeiras, empresas e negócios com atuação internacional.
No limite, o cenário mais extremo seria os Estados Unidos passarem a tratar o Pix como um possível instrumento para transações com recursos ilícitos.
Essa medida é considerada inexequível por quem opera o sistema e acompanha o tema de perto.
Ainda assim, o fato político estaria criado. Por enquanto, o maior impacto dessa iniciativa americana parece estar menos no Pix e mais na disputa política pelo seu significado.