O Partido dos Trabalhadores fechou a porta para um palanque duplo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Maranhão, ao menos no primeiro turno.
A visita do presidente nacional da sigla, Edinho Silva, foi lida internamente como um pedido de unidade da sigla em torno da candidatura de Felipe Camarão (PT) para o governo estadual.
Camarão é vice-governador da gestão Carlos Brandão, que abdicou do próprio projeto político de tentar o Senado para seguir o governador e apoiar a candidatura do sobrinho, Orleans Brandão (MDB), na disputa estadual.
De antigos aliados, os dois grupos passam a adversários nas urnas. O grupo de Brandão ainda esperava algum aceno do PT diante do desempenho ainda tímido de Camarão nas pesquisas de intenção de voto e não vê a sinalização do PT como definitiva.
Dentro do PT, ainda havia quem defendesse a desistência de Camarão para apoiar o sobrinho do governador diante do favoritismo do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), na disputa.
A candidatura de Camarão é atrelada por aliados de Brandão a uma articulação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, que foi governador do Maranhão por duas vezes.
A chapa do PT no Maranhão ainda não está fechada: faltam os nomes do vice de Camarão e da segunda vaga ao Senado, já que a primeira já foi acertada para a senadora Eliziane Gama.
As definições devem ocorrer mais próximo das convenções. O PT tende a prezar pela aliança com o PDT do senador Weverton Rocha, que foi alvo de operação da Polícia Federal que investiga fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
O ex-ministro do Esporte de Lula, André Fufuca (PP), no entanto, também deve escalar a relação com o petista na campanha ao Senado em outra chapa.