O ex-chefe da Receita Federal em Itajaí (SC) foi bancado por empresários da região, segundo a investigação da PF (Polícia Federal), que culminou na operação Benaia desta terça-feira (2).
Segundo o delegado da PF Christian Luz Barth, empresários do setor logístico pagaram o aluguel mensal do servidor no valor de R$ 14 mil em um apartamento de luxo.
Além da mensalidade, o investigador detalha que, após quebra de sigilos fiscal e bancário, descobriu-se que havia pagamento de cartão de crédito e também viagem para o exterior totalmente bancada pelos empresários investigados.
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“Ele tinha um estilo de vida superior à capacidade financeira dele”, aponta. A investigação começou após uma denúncia anônima.
O delegado diz que em troca da “propina”, ele atuava em processos relacionados a esses empresários. “O pagamento da propina demonstra irregularidade”.
Esse servidor, familiares dele e empresários foram alvos de busca e apreensão nesta operação. Ele também foi afastado do cargo judicialmente. A Receita acompanhou as buscas.
A investigação diz que o suspeito teria recebido, de forma indevida, ao menos R$ 2 milhões para agir em favor desses empresários nos processos alfandegários. O servidor também é suspeito de tentar criar mecanismos de logística a pedido deles.
Com o aprofundamento das investigações, os policiais federais descobriram que o suspeito possuía empresas em nome de familiares e as utilizava para dissimular, ocultar e dar aparência de legalidade aos valores recebidos ilegalmente.
Na casa dele foram encontrados e apreendidos 15 relógios, houve bloqueio de uma conta no exterior de outro alvo e R$ 515 mil em espécie confiscados na casa de um empresário, além da apreensão de 19 veículos.