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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou nas primeiras horas desta quarta-feira (3) uma operação para desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas nos Campos Gerais. As ações ocorrem nos municípios de Ipiranga e Ponta Grossa, com apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal.
Ao todo, os policiais cumprem sete mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão contra investigados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa. As equipes contam ainda com o auxílio de cães farejadores da Polícia Civil e da Guarda Civil Municipal de Ponta Grossa.
As investigações começaram em fevereiro deste ano, após denúncias anônimas feitas por moradores da região. Desde então, diligências e outras ações policiais permitiram identificar a estrutura do grupo e a atuação de seus integrantes.
Segundo a delegada Ingrid Priotto, responsável pelo caso, a apuração revelou uma organização criminosa com divisão de funções e logística estruturada para aquisição, transporte e distribuição de entorpecentes. “Verificamos elementos que permitem identificar que o grupo constituiu uma verdadeira organização criminosa. Há uma nítida divisão de tarefas e forte articulação entre os envolvidos para a logística de abastecimento, contato com grandes fornecedores e gerenciamento da redistribuição para traficantes e usuários locais”, afirmou.
De acordo com a Polícia Civil, entre os investigados está um homem apontado como principal fornecedor de drogas da organização. Ele possui mandado de prisão em aberto por homicídio e tráfico de drogas e também é relacionado a crimes violentos ligados à disputa por pontos de venda de entorpecentes em Ipiranga.
As investigações ainda identificaram fornecedores responsáveis pela comercialização de grandes quantidades de drogas e pessoas encarregadas do transporte dos entorpecentes a partir de Imbituva, município que funcionaria como centro logístico para abastecer a rede criminosa.
A Polícia Civil também constatou a utilização de residências para armazenamento e venda de drogas, além da realização de entregas por sistema de “telentrega” e da divulgação de entorpecentes por aplicativos de mensagens.
Os resultados da operação serão divulgados após a conclusão do cumprimento das ordens judiciais.
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Fonte: PARANAGOV
