O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou um esforço concentrado dos senadores para a semana que vem.
Alcolumbre tem ligado para senadores para pedir a presença em Brasília após o feriado de Corpus Christi.
A principal tarefa será a votação da indicação do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Benedito Gonçalves, para o cargo de corregedor nacional de Justiça no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
O nome já foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado no dia 21 de maio por 21 votos a 5.
Alcolumbre, no entanto, segue ignorando a PEC do fim da jornada 6×1, o que tem irritado governistas.
A proposta ainda aguarda despacho para a CCJ e senadores aliados do Palácio do Planalto argumentam que o mesmo tratamento não foi dado a uma PEC que também trata de jornada trabalhista, mas foi apresentada pela oposição.
O texto alternativo foi protocolado pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e já despachado para a CCJ.
A proposta estabelece um modelo baseado na quantidade de horas trabalhadas ao longo do ano e prevê uma transição mais gradual para empresas e trabalhadores.
Aliados de Alcolumbre, no entanto, não enxergam caminho para que o presidente segure o debate da PEC defendida pelo governo diante do forte apelo popular que a proposta tem tão próximo da eleição.
O presidente da casa tem dado recados via aliados de que não vai atropelar os trâmites, mas que também não deve emperrar a proposta.
Em discurso no plenário do Senado na terça-feira (2), Alcolumbre disse que a casa não pode apenas “carimbar” as propostas aprovadas pela Câmara dos Deputados e defendeu que os senadores tenham um “tempo razoável” para analisar a PEC.