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Lula descobriu que enfrentar Donald Trump rende bons dividendos políticos. A cada nova pressão dos Estados Unidos, o presidente brasileiro eleva o tom, fala em soberania e transforma o embate com Washington em mais uma peça da campanha eleitoral que já começou.

Enquanto esbraveja em Brasília, o governo sabe que, mais cedo ou mais tarde, terá de sentar à mesa com Donald Trump. E o encontro do G7 daqui dez dias oferece a primeira chance de fazer isso longe dos microfones e perto dos interesses reais dos dois países.

O governo ainda avalia o que é mais vantajoso para Lula: buscar um novo encontro ou manter distância. Mas para qualquer que seja a estratégia, falta responder a questão básica: o que o Brasil tem a oferecer para Trump?

Porque foto, aperto de mão e brincadeiras sobre a suposta “química” que rola entre eles podem produzir bons momentos de televisão, como Trump gosta. Mas sem um plano claro de negociação, o risco é que o resultado seja apenas isso.



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