O governo brasileiro acredita que o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã deve reduzir a pressão inflacionária no médio e longo prazo.
Com a reabertura do Estreito de Ormuz, que responde por 20% do trânsito global de petróleo, a expectativa é de normalização do comércio até o final do ano.
Os efeitos para o consumidor brasileiro, porém, não serão automáticos, já que os países produtores tendem a recuperar as perdas dos últimos meses.
A decisão de Irã e EUA diminui o receio de falta de fertilizantes nitrogenados para a safra de verão, em outubro.
A expectativa também é de que o acordo impacte positivamente a decisão do Banco Central sobre a taxa de juros, a Selic.
Na próxima semana, o Copom define o novo patamar da taxa, atualmente em 14,5%. As expectativas de inflação seguem em alta e já ultrapassam 5,11% para este ano.
Alta recorde
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,58% em maio, após alta de 0,67% no mês anterior. O resultado representou a maior taxa para o mês de maio em cinco anos.