Aliados da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), veem a relação dela com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) preservada, apesar do vídeo em que o petista declara apoio a João Campos (PSB).
A avaliação é de que a gravação publicada nas redes sociais do ex-prefeito do Recife e adversário de Raquel na disputa estadual deve ter pouco impacto. Por isso, uma guinada da governadora à direita ainda não estaria nos planos.
O vídeo de Lula foi descrito por interlocutores como “protocolar” para formalizar um acordo que já era conhecido. A chapa de João com o PT foi anunciada meses atrás, com o senador Humberto Costa como candidato ao Senado mais uma vez.
A leitura de aliados é de que a governadora não se coloca como antagonista do presidente da República, visto que Lula também não se coloca como adversário.
O grupo político de Raquel Lyra aposta ainda que parte das lideranças locais do PT em Pernambuco seguirá com a governadora. O deputado estadual João Paulo (PT) é uma das lideranças citadas.
A avaliação é de que haveria mais impacto caso o petista fizesse agendas conjuntas com João no estado, mas que o petista não deve se envolver na disputa a esse ponto. A aposta passa por Lula não visitar Pernambuco durante a campanha do primeiro turno.
Raquel e João protagonizam rivalidade no estado desde antes da pré-campanha. Pesquisa Datafolha, de 28 de maio, aponta que a governadora ultrapassou o ex-prefeito: Raquel teve 51% das intenções de voto contra 44% de Campos. Em abril, o ex-prefeito tinha 52% das intenções de voto, ante 42% da governadora.
Já na Real Time Big Data, de 11 de junho, Campos liderou as intenções de voto, com 45%, ante os 40% de Raquel. A diferença, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, foi de 1%.
A avaliação interna é de que Raquel tem margem e tempo para fechar o primeiro turno à frente de Campos. Para isso, a governadora tem apostado em agendas de entregas pelo interior do estado.